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quarta-feira, 19 de março de 2014

Policiais simulam situações de risco no Mané Garrincha

Em situações extremas de risco em grandes eventos cada instante é valioso e poucos segundos podem definir o sucesso ou o fracasso das ações de segurança. Nesta quarta-feira (19), policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, e agentes da Divisão de Operações Especiais (DOE), da Polícia Civil, mostraram que estão prontos para atuar na Copa do Mundo.

O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha foi escolhido especialmente para ser o palco dessa demonstração, por ser uma arena que já está em plena operação e receberá sete jogos do Mundial– o número máximo de partidas para uma cidade-sede – a partir de junho.

Agilidade, precisão e técnica marcaram cada passo das ações, que duraram 15 minutos. A primeira, protagonizada pelo Bope, simulou uma tentativa de sequestro a um jornalista que trabalhava à beira do campo durante uma partida. Três alvos, que representavam criminosos com armas de fogo, foram atingidos por atiradores de elite do batalhão. Na sequência, um quarto "suspeito" com uma faca foi imobilizado por homens da tropa.

A "vítima" foi retirada em segurança pelas saídas do campo. O Bope também treinou a descida de policiais do helicóptero do batalhão, por meio de técnicas de rapel. Em uma manobra complexa e bem executada, a aeronave adentrou o estádio através do anel central da cobertura.

A operação seguinte envolveu o resgate de uma autoridade internacional convidada a dar o pontapé inicial de uma partida de futebol. Após outro tiro perfeito de um sniper (atirador de elite) da Polícia Civil, 12 agentes do DOE entraram rapidamente em ação para garantir a segurança do perímetro ao redor do helicóptero, que pairou a apenas um metro do chão para a retirada da segunda "vítima".

Troca de experiências
O treinamento é parte do intercâmbio realizado entre as forças policiais do Brasil e da Alemanha, e foi acompanhado por jornalistas e representantes do governo alemão e da Embaixada da Alemanha no Brasil.

A troca de experiências começou em outubro, com um curso de treinamento para 10 policiais civis e militares do Distrito Federal em Hanôver, no estado da Baixa Saxônia (Alemanha). O governador do estado e presidente da Câmara Federal alemã, Stephan Weil, veio a Brasília e aproveitou para chutar algumas bolas rumo ao gol do Estádio Mané Garrincha.

"A Alemanha é o berço das operações especiais, que começaram justamente após os atentados em Munique, na Olimpíada de 1972", explicou o tenente do Bope Rogério Nogueira, que comandou a demonstração. "Além disso, o país recebeu a Copa em 2006 e desenvolveu ações específicas para os estádios. São procedimentos que já realizávamos aqui, mas é importante trocar informações sobre a prática das corporações dos dois países", destacou.

As equipes de Operações Especiais só atuarão em situações de extremo perigo dentro do estádio. Durante o mundial, a primeira resposta em segurança será dada pelos stewards (seguranças privados), seguida da atuação do Batalhão de Choque da PM em casos mais graves. Bope e DOE são requisitados em "último caso", para ocorrências de gravidade extrema.

"Essa parceria traz frutos para os dois lados. Mesmo a legislação alemã tendo uma série de diferenças e particularidades em comparação a nossa", contou o agente Dantas, do Departamento de Operações Especiais (DOE), da Polícia Civil. "O curso não é voltado apenas para a Copa do Mundo, esse aprendizado se reflete em todas as ações articuladas pelas equipes de operações especiais", garantiu.

Para o tenente coronel Agrício, comandante do Bope, as técnicas são fundamentais para a atuação nas partidas da Copa, mas representam, principalmente, um legado para a segurança pública do DF. "O treinamento serve para qualquer situação de resgate de reféns e para solucionar conflitos graves em locais com grande aglomeração de pessoas", enfatizou o comandante.

Treinados para atingir alvos a 150 metros de distância, os snipers atiraram a 132 metros no Mané. "Essa questão de segurança em estádio é muito nova, ela veio com a Copa do Mundo. Então, tivemos a oportunidade de conhecer as posições de tiro e como eles atuam no estádio. Isso nos deu muitos elementos para poder aplicar aqui", concluiu o agente da Polícia Civil Honney, atirador de elite da corporação há sete anos.

Fonte:Agência Brasília/imagem:André Borges

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Inquérito sobre morte de PM fica pronto em 1 mês

O inquérito que apura a morte do cabo Osmar Catarino Júnior, membro da Polícia Militar do Distrito Federal que faleceu durante uma operação na noite de ontem, em Taguatinga, deve ficar pronto em cerca de 30 dias.

"Hoje, estamos de luto duplamente: pela perda de nosso companheiro e pelo outro policial que atirou, que, com certeza, não desejava um desfecho desses para a ocorrência", afirmou o comandante geral da PM, Joziel de Melo Freitas, em entrevista coletiva à imprensa na manhã de hoje. 

O PM responsável pelo disparo fatal está internado em estado de choque e ainda não foi ouvido pela corporação, que levanta informações e depoimentos de pessoas que estavam no local na hora do ocorrido.

"Ele está sedado, em estado de choque; os dois PMs eram amigos, faziam parte do mesmo batalhão e participaram juntos, recentemente, de uma grande confraternização", completou o comandante geral.

Ambos os agentes faziam parte da Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam) e tinham grande experiência profissional e um excelente histórico, o que faz a PMDF crer ser improvável que eles tenham agido de maneira incorreta.

"Os dois policiais fazem parte da elite da PMDF e são extremamente bem treinados, acreditamos que o mais provável é que se trate de uma fatalidade", completou o comandante geral, que também ressaltou que nos últimos cinco anos não houve nenhuma ocorrência desse tipo na corporação.

O cabo Osmar Catarino Júnior estava há mais de treze anos na PM e possuía trinta menções honrosas em seu currículo, e o policial responsável pelo tiro fazia parte das tropas de segurança do DF há dez anos e possui 23 menções honrosas em sua ficha profissional.

As informações preliminares levantadas pela corporação são de que o cabo Osmar Catarino Júnior trafegava pela Avenida Hélio Prates quando percebeu a ocorrência de um roubo a um pedestre em uma parada de ônibus.

À paisana, o militar abordou o suspeito que havia entrado em um ônibus e o retirou do veículo, no momento em que passava pelo local, um veículo do Rotam, onde estavam quatro PMs. O suspeito que estava sendo detido foi preso pela polícia e feriu na ação, mas não corre riscos.

Fonte: Agência Brasília/Imagem: Hmenon Oliveira

terça-feira, 6 de março de 2012

PCDF tem primeira mulher piloto de aeronave


“Voar é muito prazeroso. É uma sensação sobrenatural. Depois que passa a tensão da decolagem, é possível curtir bastante essa emoção.” A afirmação é da agente de polícia, Adriane Correia de Freitas, primeira mulher a integrar o quadro de pilotos da Divisão de Operações Aéreas (DOA/COPE) da Polícia Civil do DF. 

Durante a semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a policial vai pilotar pela primeira vez o Beech Baron 58, aeronave da Instituição, na companhia de um instrutor da PCDF. Ela é a única servidora da Segurança Pública do DF que possui habilitação para pilotar avião.

Muitas horas de estudo, provas e treino foram decisivas para que a agente realizasse seu sonho. Adriane ingressou na PCDF em 1989 e realizou cursos de piloto privado e comercial. A policial tem cerca de 180 horas de vôo e licença para piloto comercial (habilitação em IFR – Instrument Flight Rules- regras de vôo por instrumentos). 

Em razão do treinamento que será ministrado pela própria PCDF, a policial vai obter a habilitação na classe aeronave multimotora, caso do Beech Baron. O avião tem autonomia de cinco horas de vôo e comporta dois pilotos e quatro passageiros.

A agente de polícia também pretende alçar outros vôos: vai iniciar a parte prática de um curso para pilotar helicóptero. Adriane incentiva o ingresso de outras policiais na carreira de piloto. “Espero que a mulher ocupe o seu espaço na sociedade, inclusive nesta carreira tão gratificante”, afirma. “É preciso muito estudo e treino, inclusive preparo físico. É uma dedicação de corpo e alma”, conclui.