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terça-feira, 19 de maio de 2015

Especialistas em bombas

Todo cuidado é pouco ao se deparar com um objeto suspeito abandonado em via pública, dentro de bancos ou em locais com grande quantidade de pessoas, como estações do metrô e shoppings. Essa é a principal orientação do Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar do DF. A unidade, criada em 2010, é especializada em desativar e remover explosivos e em fazer ações preventivas para localizar artefatos dessa natureza.

A ocorrência de casos com uso de explosivos tem aumentado, nos últimos anos, em todo o Brasil. Em Brasília, não é diferente. Apenas neste ano, a equipe foi chamada a intervir em 25 ocorrências. No ano passado, foram 110, desde ameaças de bomba até a destruição do material. Em 2013, houve apenas dois registros.

O Bope orienta a população a adotar cuidados básicos ao encontrar qualquer item estranho ao ambiente. Nessa hora, a curiosidade é a principal inimiga de quem se atreve a mexer em malas, sacolas, caixas de papelão, maletas e outros, sem saber exatamente qual é o conteúdo. A primeira coisa a fazer é não tocar no objeto na tentativa de removê-lo ou, simplesmente, saber o que tem dentro dele.

“Em casos como esse, deve-se comunicar ao 190 [telefone de emergência da Polícia Militar], que acionará o Bope para avaliar o material encontrado”, esclarece o comandante do Esquadrão de Bombas, capitão Ricardo Napoleão. O oficial explica que, na maioria dos casos, os volumes são muito parecidos com materiais, como cabos de rede, fios elétricos, massa de alimentos e até cordas: “A avaliação é muito difícil, por isso a necessidade de ferramentas policiais na identificação”.

O método utilizado por criminosos para explodir caixas eletrônicos, por exemplo, representa um grande perigo depois de o explosivo ser detonado. A imperícia na montagem dos artefatos pode fazer com que nem todos sejam ativados.

Equipamentos
Um robô criado nos Estados Unidos — responsável pela remoção de um volume suspeito para uma área segura —, um braço robótico canadense e um sistema de ganchos e cordas, usado em locais inacessíveis até para uma máquina, estão entre as principais ferramentas utilizadas pelo esquadrão do Bope.

Outro acessório indispensável para resguardar o policial em operação é o traje antifragmentação, de fabricação alemã e 45 quilos de peso. Ele é confeccionado em kevlar, material altamente resistente ao fogo e mais forte que o aço. A vestimenta protege da onda de choque e de eventuais estilhaços causados por uma explosão.

A utilização de cães farejadores é mais uma arma do esquadrão. São oito pastores belgas, do Batalhão de Policiamento com Cães da Polícia Militar do DF, treinados para identificar objetos que contenham explosivos. Ao perceber a presença desses materiais, o cachorro fica sentado. É a senha para a intervenção humana.

Varredura
A equipe também atua preventivamente. Nesta segunda-feira (18), a unidade fez uma varredura no plenário e em outras instalações da Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde foi realizada sessão solene para comemorar os 67 anos de criação do Estado de Israel, com a presença do embaixador daquele país.

Os policiais do Esquadrão de Bombas ostentam especializações adquiridas no Brasil, no Chile, na Argentina, no Peru, em Portugal, na Colômbia — considerada a melhor escola da América do Sul — e na Espanha, a melhor da Europa, os dois últimos com histórico de uso de explosivos por grupos terroristas.

Fonte:Agência Brasília/imagem:Andre Borges

quarta-feira, 19 de março de 2014

Policiais simulam situações de risco no Mané Garrincha

Em situações extremas de risco em grandes eventos cada instante é valioso e poucos segundos podem definir o sucesso ou o fracasso das ações de segurança. Nesta quarta-feira (19), policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, e agentes da Divisão de Operações Especiais (DOE), da Polícia Civil, mostraram que estão prontos para atuar na Copa do Mundo.

O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha foi escolhido especialmente para ser o palco dessa demonstração, por ser uma arena que já está em plena operação e receberá sete jogos do Mundial– o número máximo de partidas para uma cidade-sede – a partir de junho.

Agilidade, precisão e técnica marcaram cada passo das ações, que duraram 15 minutos. A primeira, protagonizada pelo Bope, simulou uma tentativa de sequestro a um jornalista que trabalhava à beira do campo durante uma partida. Três alvos, que representavam criminosos com armas de fogo, foram atingidos por atiradores de elite do batalhão. Na sequência, um quarto "suspeito" com uma faca foi imobilizado por homens da tropa.

A "vítima" foi retirada em segurança pelas saídas do campo. O Bope também treinou a descida de policiais do helicóptero do batalhão, por meio de técnicas de rapel. Em uma manobra complexa e bem executada, a aeronave adentrou o estádio através do anel central da cobertura.

A operação seguinte envolveu o resgate de uma autoridade internacional convidada a dar o pontapé inicial de uma partida de futebol. Após outro tiro perfeito de um sniper (atirador de elite) da Polícia Civil, 12 agentes do DOE entraram rapidamente em ação para garantir a segurança do perímetro ao redor do helicóptero, que pairou a apenas um metro do chão para a retirada da segunda "vítima".

Troca de experiências
O treinamento é parte do intercâmbio realizado entre as forças policiais do Brasil e da Alemanha, e foi acompanhado por jornalistas e representantes do governo alemão e da Embaixada da Alemanha no Brasil.

A troca de experiências começou em outubro, com um curso de treinamento para 10 policiais civis e militares do Distrito Federal em Hanôver, no estado da Baixa Saxônia (Alemanha). O governador do estado e presidente da Câmara Federal alemã, Stephan Weil, veio a Brasília e aproveitou para chutar algumas bolas rumo ao gol do Estádio Mané Garrincha.

"A Alemanha é o berço das operações especiais, que começaram justamente após os atentados em Munique, na Olimpíada de 1972", explicou o tenente do Bope Rogério Nogueira, que comandou a demonstração. "Além disso, o país recebeu a Copa em 2006 e desenvolveu ações específicas para os estádios. São procedimentos que já realizávamos aqui, mas é importante trocar informações sobre a prática das corporações dos dois países", destacou.

As equipes de Operações Especiais só atuarão em situações de extremo perigo dentro do estádio. Durante o mundial, a primeira resposta em segurança será dada pelos stewards (seguranças privados), seguida da atuação do Batalhão de Choque da PM em casos mais graves. Bope e DOE são requisitados em "último caso", para ocorrências de gravidade extrema.

"Essa parceria traz frutos para os dois lados. Mesmo a legislação alemã tendo uma série de diferenças e particularidades em comparação a nossa", contou o agente Dantas, do Departamento de Operações Especiais (DOE), da Polícia Civil. "O curso não é voltado apenas para a Copa do Mundo, esse aprendizado se reflete em todas as ações articuladas pelas equipes de operações especiais", garantiu.

Para o tenente coronel Agrício, comandante do Bope, as técnicas são fundamentais para a atuação nas partidas da Copa, mas representam, principalmente, um legado para a segurança pública do DF. "O treinamento serve para qualquer situação de resgate de reféns e para solucionar conflitos graves em locais com grande aglomeração de pessoas", enfatizou o comandante.

Treinados para atingir alvos a 150 metros de distância, os snipers atiraram a 132 metros no Mané. "Essa questão de segurança em estádio é muito nova, ela veio com a Copa do Mundo. Então, tivemos a oportunidade de conhecer as posições de tiro e como eles atuam no estádio. Isso nos deu muitos elementos para poder aplicar aqui", concluiu o agente da Polícia Civil Honney, atirador de elite da corporação há sete anos.

Fonte:Agência Brasília/imagem:André Borges

terça-feira, 9 de julho de 2013

Chega a 55 número de trotes de falsas bombas

A Secretaria de Segurança Pública do DF registrou, no primeiro semestre do ano, 55 trotes relacionados a falsas ameaças de bomba, contra 43 no mesmo período no ano passado, e, por isso, resolveu treinar atendentes para identificar os responsáveis.

"Todos os atendentes foram treinados para fazer uma rigorosa triagem ao denunciante, além disso todas as chamadas serão rastreadas", destacou o diretor do Centro Integrado de Atendimento e Despachos (Ciade), delegado José Carlos Medeiros.

De acordo com o Ciade, boa parte das denúncias tem como alvo os órgãos públicos e escolas em dias próximos a feriados e, principalmente, em datas de provas nas instituições de ensino.

A falsa comunicação da existência de bombas é crime, e quem o comete pode responder por interrupção dos serviços públicos, denunciação caluniosa ou comunicação falsa de crime, segundo o delegado Medeiros. A Secretaria de Segurança Pública identificou a maior parte de quem cometeu os crimes e informou que eles responderão judicialmente.

Quando há denúncia de presença de explosivos, o Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) é acionado. "O Esquadrão existe há 15 anos e, nesse período, veio agregando conhecimento", declarou o comandante, coronel Fábio Pizetta.

O Plano Piloto lidera o número dos atendimentos com 27% (15 casos) de todas as ocorrências registradas no DF neste ano - Ceilândia e Samambaia tiveram o mesmo número de ocorrências (6), seguidas do Recanto das Emas e Taguatinga (5).

Fonte: Agência Brasília/ imagem: Roberto Barroso

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Caveirão virou brinquedo de criança

O carro blindado do Bope, mais conhecido como caveirão ganha sua versão de brinquedo, para o dia das crianças. Com o nome bem parecido com o do grupo do Rio de Janeiro, o brinquedo foi batizado como ROTB, uma sigla para Roma Tático Blindado.

Uma réplica perfeita, com seteiras (pequena abertura que evita que os policiais fiquem com o cano das armas para fora), pelo veículo todo, na mesma cor e com os adesivos que lembram o do batalhão, o brinquedo está virando febre entre as crianças.

Em entrevista para o portal G1, a chefe de departamentos, de uma das lojas que está revendendo o brinquedo disse que realiza cerca de 12 vendas por dia.

Para aumentar ainda mais as vendas, alguns lojistas querem vincular o brinquedo com o filme Tropa de Elite 2, longa que estréia sexta-feira nos cinemas.