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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Liberado recursos para a conclusão do Eixo Sul


Os recursos para a conclusão do Sistema de Transporte de Passageiros – Eixo Sul, o Expresso-DF, já estão garantidos. A Caixa Econômica liberou, no começo desta semana, o financiamento no valor de R$ 561.522.650. O Expresso-DF é um dos três projetos no Distrito Federal beneficiados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Grandes Cidades. A gestão do PAC no Distrito Federal é coordenada pela Casa Civil do DF.

O Governo do Distrito Federal cumpriu todos os requisitos exigidos pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, para que a operação de financiamento fosse concluída com a Caixa Econômica Federal, conforme dispõe o art. 32 da Lei Complementar nº 101/2000 e a Resolução do Senado Federal (RSF) nº 43/2001. De acordo com o cronograma financeiro liberado pela Caixa, os recursos destinados ao Expresso DF serão repassados ao Governo do Distrito Federal em três etapas: a primeira, ainda neste ano, no valor de R$ 31 milhões.

As obras do Expresso-DF começaram, em novembro de 2011, com recursos do próprio GDF e estão previstas para serem concluídas até o fim de 2013. O sistema de transporte de passageiros será formado por 35 km de via exclusiva para ônibus, interligando as regiões administrativas do Gama, de Santa Maria, do Park Way e de Brasília. O projeto beneficiará diariamente cerca de 220 mil pessoas do Distrito Federal. O custo total da obra é de R$ 785 milhões, com recursos do Tesouro Nacional e do próprio GDF. O tempo médio de percurso entre os pontos diminuirá de 1h30 para 40 minutos.

O Expresso-DF será composto por veículos articulados, com capacidade para 160 passageiros, e biarticulados, para até 200 pessoas. A capacidade nos horários de pico será de 20 mil passageiros por hora. Para atender a demanda, serão construídos terminais em Santa Maria e no Gama, 15 estações, 15 passarelas, além da utilização de anexos de terminais na Rodoviária do Plano Piloto e da rodoviária do Fama.

Obras
O cronograma das obras do Expresso-DF está avançado. Atualmente, o subtrecho 1, que liga o Gama ao Catetinho, é o mais adiantado, assim como o terminal final de Santa Maria (subtrecho 5). As obras acontecem em tempo integral, inclusive nos finais de semana. No subtrecho 1, estão concluídos sete quilômetros de pavimento rígido em cada pista, além dos viadutos do Combinado Agrourbano de Brasília (Caub) e o retorno da Universidade de Brasília (UnB).

As obras no Balão do Periquito estão em fase final. O terminal do Gama está com as fundações em fase de finalização e, em breve, os operários começarão a construir as estruturas. Há, também, duas estações em construção: a de número um, próxima ao viaduto do Periquito, e a de número dois, próxima ao Caub.

Já no terminal de Santa Maria as fundações estão bem adiantadas e prontas para receber a estrutura. Mais à frente, no subtrecho 6, que vai da Epia até o Eixo Rodoviário, a terraplanagem está praticamente concluída, além de parte do pavimento rígido executado. Também foi iniciada a escavação para a implantação do viaduto da Estrada Parque Dom Bosco (EPDB). Na região, há um desvio para transferir o tráfego e, assim, começar as obras do viaduto.

PAC
O PAC Mobilidade Grandes Cidades no âmbito do DF inclui três projetos de infraestrutura de sistemas de transporte público coletivo: o Expresso-DF (Eixo-Sul), Expresso Oeste e expansão do Metrô-DF. O investimento total é de R$ 2,2 bilhões, com financiamento da Caixa Econômica Federal. Ao todo, a contrapartida do GDF é de R$ 332 milhões.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mulheres lindas, fortes e bravas


Se você acha que andar de patins é coisa de criança, tem de conhecer o esporte Roller Derby, e as meninas da primeira liga de Brasília, a Savanna Foxes.  A modalidade nasceu na década de 30, no Estados Unidos e de lá, para cá, muita gente está praticando o esporte.

O jogo, à primeira vista, pode parecer estranho, mas as regras são bem simples. Cada time é composto por cinco jogadoras, sendo uma Jammer (atacante), uma pivô e três bloqueadoras. 

Em uma pista oval, no primeiro apito do arbitro, o grupo de bloqueadoras e pivô começa a correr. No segundo apito, a Jammer corre também. Depois da corrida iniciada, a Jammer deve conseguir dar o maior número de voltas no primeiro grupo. Que por sua vez, tem o papel de impedir a ação da atacante. Mas atenção! O Roller Derby é um esporte de contato e veio para quebrar de vez a barreira de que, toda mulher é frágil e não gosta de fortes emoções.

No Brasil, as primeiras mulheres que se atreveram a encarar o Roller Derby e a formarem uma liga, (no Roller Derby é assim que são chamadas as equipes) foram as Ladies of Hell Town, de São Paulo. Em Brasília, as meninas do Savanna Foxes estão juntas há um ano. 

Lidyanne Beresnitzky, de 28 anos é a fundadora da equipe candanga. Ela conheceu o esporte através de uma revista e junto com algumas amigas, decidiram formar a primeira liga da Capital.

Com apenas um ano de formação, a liga já conta 10 meninas e a procura só aumenta. No dia em que a equipe, do Comunica Brasília foi conhecer a Savanna Foxes, conhecemos também, Erika Alves Lima, 31 anos, confeiteira, que depois de conhecer a liga pela Internet decidiu ver de perto o esporte. E Erika gostou tanto que entrou para o time.

Graciele Pacheco, de 29 anos, é gerente vendas, e também conheceu o Roller pela Internet. Ela contou que, nunca gostou de praticar esportes, muito menos frequentar academia, mas quando viu o Roller Derby teve certeza de que tinha encontrado o exercício perfeito. “Estava procurando alguma coisa na Internet, quando descobri o esporte. Lembrei que, quando criança eu andava de patins e gostava muito. Essa lembrança, aliada a uma personalidade forte, me fizeram começar a praticar”. Graciele acha que não é qualquer mulher que consegue praticar o Roller Derby. “Aqui não tem lugar para mulher que tem medo de cair e ficar roxa”, avisa.

Que elas não têm medo de se machucar, não há dúvidas. Mas também não há como negar que as atletas não deixam a vaidade de lado. Em dias de treino, além das roupas super transadas, que vão desde meia arrastão, até camisetas e shorts customizados, as meninas se maquiam como se fossem para uma festa. “Lindas, porém bravas!”, brinca Graciele.

A, estudante, Laiane Cristina Pereira, 19 anos, está na liga desde a sua criação. Ela conheceu o esporte durante um churrasco. “Eu estava conversando com alguns amigos, quando um deles me falou sobre o Roller Derby. Depois, disso assisti ao filme Garota Fantástica (filme sobre o esporte) e decidi praticar”, conta. 

Há seis meses na liga Jakeline Souza, 18 anos conheceu o esporte por intermédio de Laiane. “Como minha amiga praticava, foi mais fácil para começar. Além disso, encontrei o esporte perfeito, que junta explosão, força e determinação”, algumas das qualidades que todas as atletas compartilham”, enfatiza.

A liga treina todas as terças e sextas, das 18hh30 às 20h30, e aos sábados, das 18h as 20h, em frente ao Museu Nacional. Aliás, a falta de um local com a estrutura adequada para os treinos é um dos principais problemas enfrentados pelas garotas. “Quando tem sol, nós treinamos aqui. Mas como as chuvas estão começando, não vamos ter onde treinar”, reclama Graciele. A atleta contou, ainda, que tentou conversar com faculdades, que possuem quadras cobertas, mas a principal alegação foi que os patins estragariam o piso.

Outra dificuldade enfrentada pela equipe é a falta de patrocínio. Como o Roller Derby não é difundido no Brasil, poucos empresários se interessam em patrocinar o esporte. “Por esse motivo são as próprias atletas que acabam financiando uniformes e até aluguel de espaço. Assim é impossível o esporte progredir”, reclama Graciele. 

E, mesmo com as dificuldades, o esporte tem crescido no Brasil. Nos dias 12,13 e 14 de outubro aconteceu o primeiro Brasileirão de Roller Derby, no Rio de Janeiro. O evento reuniu mais de onze equipes nacionais e contou até com a representante de Brasília. Lidyanne Beresnitzky, fundadora da Savanna. A moça foi única que conseguiu a realização deste sonho. “Como não temos patrocínio e não podemos parar nossa vida para participar do campeonato a “Lidy” vai representar a liga”, conta Graciele. A atleta contou ainda que, neste tipo de campeonato jogadoras podem se inscrever por si só e no local, entrar em alguma equipe.

Para praticar o esporte, o iniciante vai precisar gastar cerca de R$ 550, para adquirir os patins, capacete, luva e proteção para os joelhos. Além de muita disposição, uma vez que as garotas treinam pesado, com alongamentos, corrida e muito exercício muscular. O local mais apropriado para encontrar os equipamentos em Brasília, na opinião das meninas da liga é a Feira dos Importados. “Lá podemos pesquisar bastante e no final pedir um bom desconto”, assegura Jakeline.

Se você gostou do esporte e também quer praticar o Roller Derby, esta é a hora certa. A Savanna Fofxes estão recrutando mulheres fortes, com garra e determinação, para fazerem parte da liga. Para entrar em contato com as Savannas – Lidiane 9124-0478 / Jakeline 9290-9902 ou pela página do Facebook.

Carnaval de 2013 deve voltar para o Plano Piloto

Por determinação do GDF, em acordo com as escolas de samba do Distrito Federal, o desfile de 2013 será realizado, no Plano Piloto, após oito anos de realização fora do seu local tradicional.

Em agosto deste ano representantes das escolas de samba, blocos carnavalescos, atores sociais envolvidos na realização do carnaval e governo, coordenados pela Secretaria de Cultura, debateram e apresentaram projetos para o carnaval de Brasília, durante o seminário sobre o carnaval 2013. O objetivo é que o carnaval local seja uma política pública de desenvolvimento, cidadania e sustentabilidade que com ações ao longo de todo o ano assim como acontece no Rio de Janeiro, em São Paulo e várias outras unidades da Federação, e não apenas um evento pontual.

Em 2013 o número de escolas contratadas para desfilar aumentará de 19 para 20, entretanto os investimentos para a contratação dos desfiles das escolas de samba serão semelhantes aos valores investidos em 2012, aplicando-se uma correção monetária de 7%, negociada entre a Secretaria de Cultura e o núcleo de governo.

O processo de contratação das escolas de samba e dos blocos para o desfile do carnaval de 2013 já foi iniciado pela Secretaria de Cultura e está em fase de instrução. Após seguir a tramitação necessária junto aos órgãos competentes dentro da esfera pública, o processo retornará para a Secretaria de Cultura juntamente com a liberação dos recursos para que possa ser feito o devido pagamento.

O processo de Licitação das estruturas a serem utilizadas no carnaval de 2013 também já está em andamento. Tão logo seja definida a data do pregão, a Secretaria de Cultura informará.

Em 2012 foram investidos R$ 5,2 milhões para a contratação dos desfiles das escolas de samba. Em 2013 serão R$ 5,6 milhões. Para o desfile dos blocos tradicionais devem ser investidos cerca de R$ 1,4 milhões, mesmo valor do ano passado. O valor a ser investido para montagem das estruturas do carnaval 2013 será definido após a realização da licitação.

Os recursos públicos a serem usados na contratação dos desfiles das escolas de samba para o carnaval de 2013 serão acessados da seguinte forma: 40% ainda em 2012, 50% em janeiro de 2013 e 10% após a realização dos desfiles e a devida prestação de contas por parte das escolas.

Em 2012 o valor total do investimento nas comemorações de carnaval envolvendo desfiles das escolas de samba, desfiles dos blocos tradicionais e toda a estrutura foi de aproximadamente R$ 10,8 milhões. 
Fonte: Ascom-Secretaria de Cultura