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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Brasileiros terão acesso a transplantes multivisceral e de intestino

Um acordo entre Brasil e Argentina permitirá que brasileiros tenham acesso ao transplante multivisceral (substituição de pelo menos três órgãos abdominais) e de intestino no SUS. O termo de cooperação que dá início a esse processo foi firmado entre o ministro da Saúde do Brasil, Arthur Chioro, e o ministro da pasta da Argentina, Daniel Gustavo Gollan, durante a Assembleia Mundial de Saúde, que acontece nesta semana em Genebra (Suíça). Um dos principais eixos será a vinda de médicos argentinos experientes com a técnica, que realizarão o treinamento dos profissionais brasileiros.

“O acordo permite a transferência de tecnologia da cirurgia de transplante multivisceral para o Brasil, fundamental para a ampliação do acesso”, afirmou Chioro. A expectativa é que a cooperação esteja em funcionamento nos próximos meses. Na cirurgia, os pacientes com indicação para o procedimento podem receber de uma só vez estômago, duodeno, intestino, pâncreas e fígado, retirados em conjunto, de um único doador. A Argentina realizou mais de 40 cirurgias, sendo reconhecida pela sua capacidade técnica para esse tipo de transplante.

São exemplos de pacientes candidatos aos transplantes múltiplos: pacientes com doença hepática crônica com trombose das veias que drenam os intestinos; aqueles com insuficiência intestinal crônica (doença conhecida também como SIC - Síndrome do Intestino Curto) que tiveram necessidade de nutrição parenteral por um longo prazo; os submetidos a múltiplas cirurgias abdominais devido a doenças; e pacientes com tumor que atinja a região da raiz do mesentério, artérias e veias, com metástase no fígado.

No país, 95% dos transplantes são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – o maior sistema público de transplantes do mundo – o que torna o Brasil referência mundial na área. A rede brasileira conta com 27 Centrais Estaduais de Transplantes (em todos os estados e Distrito Federal), além de Câmaras Técnicas Nacionais, 510 Centros de Transplantes, 1.113 equipes de Transplantes e 70 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs). Entre 2010 e 2014, houve aumento de 4,9% na quantidade de serviços habilitados pelo Ministério da Saúde para realizar transplantes no país, passando de 740 para 776.

Fonte:Agência Saúde

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Saúde terá avião para transporte de órgãos

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal receberá, em aproximadamente 30 dias, um avião, cedido pela Polícia Federal, para transporte de órgãos destinados a transplantes e pacientes de outras unidades da federação.

"A expectativa é agilizar ainda mais o processo de captação desses órgãos, já que agora teremos um serviço aeromédico próprio. Atualmente, realizamos esse tipo de transporte com o apoio de parceiros e de companhias aéreas", afirmou o secretário de Saúde, Rafael Barbosa.

A aeronave, modelo King Air Turbo-Hélice bimotora pressurizada, foi vistoriada hoje pelo governador Agnelo Queiroz, que analisou as condições do avião, em hangar do Aeroporto Internacional de Brasília.

Barbosa lembrou que o DF é a unidade da Federação que mais capta órgãos no país - são 28 doadores por milhão de habitantes - e é o líder nacional em transplantes de coração, com seis cirurgias apenas no primeiro trimestre de 2013.

Também foram realizados, desde janeiro, 19 transplantes de fígado e 65 cirurgias de córnea nos primeiros três meses deste ano, o que zerou a fila de pacientes em espera pelo procedimento oftalmológico.

Segundo o piloto da Polícia Militar, major Fábio Leite, o avião ainda passará por adaptações, que incluem a instalação de equipamentos necessários para esse tipo de operação e a retirada de cadeiras para facilitar a entrada de uma maca.

A Secretaria de Segurança e a Casa Militar, ficarão responsáveis pela parte operacional, e o Samu acompanhará o transporte.

Além do chefe do Executivo regional, participaram da vistoria do King Air, o secretário de Saúde; o secretário-chefe da Casa Militar, tenente-coronel Rogério Leão; o coordenador-geral do Samu-DF, Rodrigo Caselli; e delegados da PF.

Fonte: Agênia Brasília

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Fila única para realização de cirurgias


Desde o inicio deste ano começou a funcionar o programa que estabelece uma fila única para a realização de cirurgias cardíaca pediátrica no DF. A criação desta fila é resultado de um acordo firmado entre o Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) e o Governo do Distrito Federal, através da Secretária de Saúde, com o objetivo de realizar um melhor gerenciamento do tratamento cirúrgico das doenças cardíacas pediátricas.

O objetivo deste acordo é garantir que toda criança com cardiopatia congênita, nascida no DF e entorno, possa ter o tratamento cirúrgico, quando necessário e no momento adequado, sem a necessidade da interferência judicial. Desta forma, o programa permitirá que as crianças em tratamento ambulatorial, assim como as crianças internadas em hospitais da rede pública possam ter a cirurgia cardíaca realizada o mais breve possível.

Uma cirurgia cardíaca pediátrica é uma intervenção de muita complexidade, que exige não apenas equipamentos específicos, como também uma equipe médica especializada e treinada para realizar esse procedimento. Nesse sentido, o ICDF, hospital filantrópico conveniado à Secretária de Saúde, destaca-se como referência no atendimento de alta complexidade na região centro-oeste.

Há a expectativa de que a partir de março, juntamente com Central de Regulação de Leitos SES-DF seja possível expandir o programa para o atendimento desde a vida intrauterina. Atualmente, nascem aproximadamente 4.000 crianças por mês no DF e entorno. Estima-se que deste total, aproximadamente 20 crianças, nascem com alguma cardiopatia congênita grave que necessite de tratamento cirúrgico em centro especializado, como é o caso do ICDF.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Transplante cresce 52% no DF



Dados do Ministério da Saúde revelam que o Distrito Federal realizou 601 transplantes em 2012, o que representa 52% a mais em relação a 2011. Por órgão transplantado, o resultado mostra que o estado fez 429 cirurgias de transplante de córnea, 104 de rim, 39 de fígado, 18 de coração e 11 de medula óssea. Em toda a Região Centro-Oeste, o total chegou a 2.160, um incremento de 19% no mesmo período avaliado. Em todo país, o aumento geral foi de 2,6% em 2012, quando o total de cirurgias chegou a 23,9 mil.

“Em 2012, o Brasil superou seu próprio recorde mundial de ser o país que mais faz transplantes totalmente públicos e gratuitos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Estamos conseguindo levar essa cirurgia tão complexa para perto das pessoas e salvando mais vidas”, completa o ministro.

Também cresceu a quantidade de doadores. No país, o número passou de 2.207, em 2011, para 2.439, no ano passado. Com isso, pela primeira vez, o Brasil ultrapassou a marca de 10 doadores por milhão de população (PMP), atingindo a 12,7 em 2012. No DF, o número de doares aumentou de 37 para 56, o que elevou de 14,4 para 21,7 a quantidade de doadores por milhão de população.

Com a tendência de aumento nos transplantes e de doadores, houve redução no número de pessoas que estão na lista de espera por uma cirurgia. No país, 26.662 pessoas aguardam por transplantes – redução de 4,2 em relação a 2011 (27.827).

Além do Centro-Oeste, o Norte também apresentou aumento percentual de 47%, com a realização de 613 cirurgias – em 2011 o total foi de 416. O Nordeste passou de 3.912 cirurgias, em 2011, para 4.706, no ano passado, o que representa crescimento de 20% no período.

Em números absolutos, São Paulo se destaca com 8.585 transplantes realizados, sendo a maior parte de córnea (5.541). O segundo estado com volume maior de transplantes é Minas Gerais – 2.179, seguido pelo Paraná (1.721), Pernambuco (1.678) e Rio Grande do Sul (1.673).

No ano passado, estados de Ceará, Pernambuco, Acre, Mato Grosso do Sul, Paraná, Espirito Santo, Distrito Federal e São Paulo já eliminaram a lista de espera para o transplante de córnea.

Fonte: Agência Saúde - Ascom/MS