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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Consumo de álcool associado à direção reduz 45% após lei seca

Um estudo do Ministério da Saúde revela que a frequência de adultos que dirigem após o consumo abusivo de álcool foi reduzida em 45% em sete anos. O índice passou de 2% em 2007, para 1,1% em 2013. A redução mostra uma mudança significativa nos hábitos da população após a aprovação das duas edições da lei seca (2008-2012), tornando mais rígida a proibição do consumo de álcool associado à direção. Os dados são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde, que entrevistou 52,9 mil pessoas maiores de 18 anos durante o ano de 2013.

A coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, explica que a redução significativa pode ser atribuída ao rigor da legislação, implantada pelo Governo Federal. “Uma lei mais rígida, mexe com o comportamento da população de todo o país”, destaca a coordenadora. 

De acordo com o estudo, houve uma queda de 47% no consumo de bebidas alcoólicas entre os homens associado à direção. De 4,0% em 2007 para 2,1% em 2013. Já entre as mulheres, este percentual se manteve estável 0,3 no mesmo período.  A pesquisa identificou também queda de 62% no consumo de álcool relacionado ao volante na faixa etária de 35 a 44 anos, passando de 2,1% para 0,8%. Houve ainda uma redução no consumo de álcool quando se trata do número de anos de escolaridade. Entre pessoas com mais de 12 de escolaridade, a redução passou de 2.8% para 1.7%.

Os dados apontam ainda diminuição no consumo de álcool associado à direção entre os homens nos estados: Salvador, Maceió, Macapá, Porto Velho, Palmas e Belo Horizonte. E um aumento significativo entre as mulheres, de 0.1 para 0.4%  entre 2007 e 2013 em São Paulo. Já entre os homens, o consumo em São Paulo registrou 2.9%.

Foram encontradas também diferenças entre as regiões entre homens e mulheres. Na região Norte a redução foi 54% - passando de 2.2% para 1.0% - e no Nordeste de 50% - de 2.4% para 1.2%. Na região sul, a queda de consumo de álcool associado ao volante foi de 47% - de 2.1% para 1.1%; na região Centro-Oeste a diminuição foi de 40% - passando de 3.0% para 1.8% - e  no Sudeste também foi 40%, de 1.5% para 0.9%.

Acidentes
No Brasil, a violência no trânsito é uma das principais causas de mortes. Em 2012, 44.812 mil pessoas perderam a vida no trânsito Essa violência reflete diretamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2013, foram registradas 169.869 mil internações no SUS relacionadas a acidentes de trânsito, o que representou um custo de mais de 229 milhões de reais.

Com o objetivo de reduzir as mortes e número de pessoas feridos em decorrência de acidentes no trânsito, em junho de 2010, o Ministério da Saúde implantou o Projeto Vida no Trânsito. Entre suas as ações está a realização de campanhas educativas e a qualificação dos sistemas de informação sobre acidentes, feridos e vítimas fatais. Com o banco de dados atualizado, os gestores de saúde podem identificar os fatores de risco e as vítimas mais vulneráveis nos respectivos municípios, assim como os locais onde o risco de acidente é maior. Desde a implantação do Vida no Trânsito, já foram liberados cerca de R$ 41,3 milhões para as atividades do projeto.

Lei Seca
Para inibir o consumo de bebidas alcoólicas antes de dirigir, em dezembro de 2012, o Governo Federal sancionou e tornou mais rígida a Lei 12.760, conhecida como Lei Seca. A medida autoriza o uso de testemunhos, exame clínico, imagens e vídeos como meios de provas para confirmar a embriaguez de motoristas. Quem for pego dirigindo sob influência de álcool ou outra substância psicoativa terá a carteira de habilitação recolhida e o veículo retido. O motorista está sujeito à multa, no valor de R$ 1.915,40, e à suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O valor da multa dobrará em caso de reincidência.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Aparelho reduz até 80% da dor durante aplicação de Botox

Um pequeno aparelho vibrador atua como anestésico de uso tópico durante as aplicações de toxina botulínica para rejuvenescimento.  O invento tem em uma de suas extremidades uma espécie de meia-lua em cristal. Essa ponta fica em contato com a pele do paciente a cada aplicação da toxina botulínica. Acionada antes de a agulha injetar, como se fosse um pequeno massageador, o aparato alivia em até 80% a dor decorrente do tratamento.

O aparelho tem cerca de 10 cm de comprimento e é usado sobre a pele da face, especialmente na testa, ao redor dos olhos e entre as sobrancelhas. “Essas são as regiões do rosto onde mais se incide a necessidade desse tratamento para amenizar as rugas de expressões e sinais do tempo”, explica o dermatologista Ricardo Fenelon. Ele trouxe o invento de um congresso médico nos Estados Unidos. O auxílio de mais esse método anestésico passou a fazer parte da rotina das aplicações da substância, segundo o especialista.

“O melhor de tudo é que, além de não ser invasivo, não tem qualquer contra-indicação”, destaca Fenelon. De acordo com ele, os pacientes relatam que o efeito da vibração faz com que o incômodo do tratamento praticamente desapareça. “A aplicação de toxina botulínica funciona da seguinte maneira: o dermatologista identifica as áreas que precisam receber a substância. Em seguida, marca esses pontos com uma caneta especial. Cada um dos pontos recebe uma picada de agulha, que injeta o produto sob a pele do paciente”, explica o médico.

Para a paciente CAC, “é inacreditável ver o que um pequeno aparelho faz”. Ela usa toxina botulínica há mais de dez anos, com aplicações periódicas a cada oito meses, em média. “Doutor Ricardo Fenelon sempre usou uma pomada anestésica. Esta, porém, pouco efeito fazia. Havia momentos em que a dor era insuportável que eu pedia um intervalo nas aplicações. Com o vibradorzinho, tudo foi reduzido a um pequeno incômodo, muito menor do que tirar a sobrancelha, por exemplo”, conta a paciente. 

Mais informações
Clínica de Dermatologia DR. Ricardo Fenelon
Tel: (61) 3326.2213
Email: clinicafenelon@terra.com.br

Imagem:Katia Cubel

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Raio-X de corp reduz pela metade tráfico nos presídios


 Os oito scanners corporais do sistema prisional do DF, inaugurados em maio, contribuíram para reduzir em 50% a quantidade de pessoas que tentam entrar com drogas nos presídios -de janeiro a agosto deste ano foram 69 flagrantes contra 139 casos registrados no mesmo período do ano passado.

O subsecretário do Sistema Penitenciário, Cláudio Moura Magalhães, destacou outra vantagem dos equipamentos adquiridos pela Secretaria de Segurança: "Com a aquisição desses equipamentos, a revista se torna mais humanizada, pois visitantes idosos não precisam mais tirar a roupa e passar por revistas íntimas", avaliou.

Os scanners corporais estão em funcionamento na Penitenciária do Distrito Federal (PDF I), Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II), Centro de Internamento e Reeducação (CIR), Centro de Detenção Provisória (CDP), Penitenciária Feminina (PFDF) e Centro de Progressão Penitenciária (CPP). Por conta do maior número de sentenciados, a PDF I e PDF II possuem dois scanners cada uma.

Adquiridos por R$94 mil cada um, os aparelhos possuem alta tecnologia e proporcionam a visualização das camadas da pele e cavidades do corpo humano sem que os visitantes precisem tirar a roupa, procedimento que era necessário antes da aquisição dos scanners.

Para que o procedimento de revista seja feito, o visitante entra no scanner, que se parece com um elevador e fica lá por cerca de um minuto, sem a necessidade de tirar peças de roupas ou sapatos e ter contato físico com os agentes penitenciários.

Fonte:Agência Brasília