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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Secretaria de Mobilidade recolhe 62 ônibus durante fiscalização

A Secretaria de Mobilidade retirou temporariamente de circulação 62 ônibus de empresas de transporte público de Brasília durante a operação Hefésto, que tem como meta fiscalizar o cumprimento das regras de acessibilidade. Durante a ação, que começou em 29 de junho e termina nesta sexta-feira (3), foram vistoriados 1.052 veículos e autuados 118. Nesta manhã, 26 motoristas e cobradores notificados participaram de oficina educativa sobre o tema no Terminal da Asa Sul.

A iniciativa foi dividida em três fases. Na primeira, auditores fiscais de transporte da secretaria vistoriaram as maiores garagens das cinco operadoras que operam na capital. Na segunda, servidores à paisana acompanharam pessoas com algum tipo de deficiência — que utilizam o sistema — para analisar a conduta dos rodoviários. Na última etapa, foram analisadas as reclamações dos usuários — feitas por meio do número 162 da secretaria — e convocados motoristas e cobradores para treinamento.

Cadeirantes
O gerente de ação fiscal da secretaria, Felipe Martins, disse que a falha no travamento do cinto do cadeirante, a falta de adesivos de sinalização e a negativa do motorista em parar para transportar cadeirantes foram as maiores infrações verificadas. Segundo ele, algumas empresas foram chamadas para prestar esclarecimentos e outras, multadas em R$ 270. Em caso de reincidência, pagarão o dobro desse valor.

“A maioria dos ônibus recolhidos já está nas ruas porque começamos o trabalho às 4h30 da manhã todos os dias e liberamos os veículos logo depois da manutenção, grande parte no mesmo dia para não prejudicar os usuários”, afirmou o gerente. A fiscalização é ação de rotina, agora reforçada com a operação Hefésto. “Vamos fazer mais duas ao longo deste ano”, antecipou. Trabalharam na ação 40 auditores fiscais da secretaria.

Durante a fiscalização, entre os itens verificados estão existência de adesivos nos assentos preferenciais, sinalização externa de acesso, elevadores — na questão operacional e de funcionamento —, cintos de segurança, dispositivos táteis para deficientes visuais e bancos para pessoas com cão-guia. A operação foi batizada de Hefésto em homenagem ao deus do fogo. Ferreiro, era cego de um olho e criava armas e escudos.

Fonte:Agência Brasília/imagem:Pedro Ventura

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Metade dos brasileiros não usa cinto de segurança no banco de trás

Muitos brasileiros ainda não têm o hábito de usar o cinto de segurança no banco de trás. Pesquisa do Ministério da Saúde, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que apenas 50,2% da população afirmam sempre usar o cinto quando estão no banco traseiro de carro, van ou táxi. Os entrevistados mostram mais consciência quando está no banco da frente, em que 79,4% das pessoas com 18 anos ou mais dizem sempre usar o item de segurança. Contudo, o cinto na parte traseira do veículo reduz mais o risco de morte, pois, em uma colisão, impede que o corpo dos passageiros seja projetado para frente, atingindo o motorista e o carona.

O uso do cinto de segurança no banco de trás é ainda menor na zona rural, onde 44,8% disseram ter o hábito de colocar o cinto. Entre as regiões, Norte e Nordeste registram os índices mais preocupantes, 36,7% e 39,5%, respectivamente, enquanto os moradores da região Sul demonstraram ter mais consciência da importância deste item de segurança. Lá, 65,1% das pessoas com 18 anos ou mais disseram sempre usar cinto no banco de trás. O cenário nas regiões se repete quando o assunto é utilizar o cinto no banco da frente: Norte e Nordeste apresentaram os menores índices (67,2% e 66%) e Sudeste e Sul os maiores (86,5% e 86,2%).

Estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) mostra que o cinto de segurança no banco da frente reduz o risco de morte em 45% e, no banco traseiro, em até 75%. Em 2013, um levantamento da Rede Sarah apontou que 80% dos passageiros do banco da frente deixariam de morrer se os cintos do banco de trás fossem usados com regularidade.

Os dados integram o segundo volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita em 64 mil domicílios em 1.600 municípios de todo o país entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014. O estudo é considerado o mais completo inquérito de saúde do Brasil e traz dados inéditos sobre vários aspectos, entre eles, acidente no trânsito, acesso aos serviços de saúde (atendimento e medicamentos) e violência. A pesquisa serve de base para que o Ministério da Saúde possa traçar suas políticas públicas para os próximos anos.

Durante o levantamento, foram coletadas informações sobre toda a família a partir de entrevistas com cerca de 205 mil indivíduos em domicílio, escolhidos por meio de sorteio entre os moradores da residência para responder ao questionário. Uma terceira fase da pesquisa trará informações resultadas dos exames de sangue, urina e aferição da pressão arterial dos brasileiros.
Fonte:Agência Saúde

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cadeirinha certa garante segurança da criançada

O cinto de segurança é um item de segurança essencial para motoristas e passageiros. Este é um hábito que pode ser transferido para os filhos, mas a segurança deles pode ser garantida de maneira diferente. Desde 2010, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) exige que crianças de até sete anos sejam transportadas em cadeirinhas.

Segundo estimativa da ONG Criança Segura, a cadeirinha pode reduzir em até 80% os riscos de crianças se machucarem de maneira grave em um acidente. “É preciso não só respeitar a lei de trânsito, mas também prezar pela integridade dos pequenos passageiros”, explica Magali Giocondo, diretora administrativa do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Distrito Federal (SINCODIV/DF), em referência à obrigatoriedade do uso de cadeirinhas pelo Contran. O não cumprimento da lei acarreta em multa de R$191,54 e sete pontos na carteira.

Cadeirinha certa – Segundo Magali, existem vários tipos de cadeirinha que se adequam à fase correspondente à idade e ou ao peso da criança. “Cabe aos pais manter o cuidado e procurar o assento correto para as crianças, o que garante mais segurança em acidentes e em outras situações”, explica a diretora. As crianças podem se machucar em frenagens bruscas ou desvios repentinos no trânsito.

Tipos de Cadeirinhas
A primeira fase é a do bebê-conforto, que serve para crianças de até um ano de idade. O assento deve se posicionar de forma com que a criança fique de frente para o vidro traseiro do veículo. A cadeira de segurança é destinada a crianças de um a quatro anos e deve ser instalada voltada para a frente: ou seja, a cadeira é instalada na posição idêntica a de outro passageiro. Há ainda o assento de elevação, ou booster, que é destinado para crianças de 4 a 10 anos, se não excederem o peso indicado pelo fabricante. As crianças a partir de 10 anos já podem andar no banco dianteiro do veículo.

A lei 9503/97, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) dispõe em seu Artigo 64, que as crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo CONTRAN. As exceções, são:

• Para transitar em veículos automotores, os menores de dez anos deverão ser transportados nos bancos traseiros e usar, individualmente, cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente.

• Excepcionalmente, nos veículos dotados exclusivamente de banco dianteiro, o transporte de menores de dez anos poderá ser realizado neste banco, observadas, rigorosamente, as normas de segurança impostas pela lei;

• Na hipótese do transporte de menores de dez anos excederem a capacidade de passageiros do banco traseiro, será admitido o transporte daquele de maior estatura no banco dianteiro, desde que esteja com cinto de segurança;