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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Taxa de desemprego diminui em julho no DF

A taxa de desemprego em Brasília diminuiu em julho, se comparada com o mês anterior. A Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada nesta manhã (26), na Secretaria do Trabalho e do Empreendedorismo, mostra que houve variação de 14,2%, em junho, para 13,6%. O número de desempregados está estimado em 212 mil.

A redução da população economicamente ativa, com a saída de 7 mil pessoas da força de trabalho, foi um dos fatores determinantes para a queda no total de desocupados, segundo aponta o levantamento. A estimativa do nível de ocupação também variou e ficou em 1,349 milhão de pessoas, 4 mil a mais do que no mês anterior. O resultado vem de um aumento de postos de trabalho na indústria de transformação (14%) e, em menor intensidade, no comércio (0,8%). O ramo de construção apresentou oscilação negativa (-1,2%), e o de serviços, relativa estabilidade (-0,3%).

O número de assalariados reduziu em 1,5%, consequência do desempenho negativo dos setores privado (-0,8%) e público (-3,1%). No primeiro, diminuiu a quantidade de pessoas com carteira de trabalho assinada (-1,6%) e aumentou a de sem carteira (4%). A parcela de autônomos ampliou (8,1%), e a de empregados domésticos teve pouca variação (1,2%).

Regiões
Entre junho e julho de 2015, a análise das taxas de desemprego por grupos de regiões administrativas, segundo nível de renda, indica que Lago Sul, Lago Norte e Plano Piloto — as de maior poder aquisitivo — registraram relativa estabilidade na taxa de desemprego, ao passar de 7,4% para 7,5%. Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Planaltina, Riacho Fundo, Sobradinho e Taguatinga, com renda intermediária, assinalaram redução de 12,0% para 11,0%. Já Brazlândia, Ceilândia, Paranoá, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião, com menor poder aquisitivo, tiveram queda de 16,9% para 16,4%.

A pesquisa é realizada pela Secretaria do Trabalho e do Empreendedorismo, pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados.

Fonte:Agência Brasília

terça-feira, 16 de junho de 2015

Economia no DF cai 1,7% no primeiro trimestre

A atividade econômica no Distrito Federal caiu 1,7% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2014. Naquela época, foi constatado um aumento de 3,2% em relação a igual período de 2013. A informação está no Índice de Desempenho Econômico do DF (Idecon), divulgado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) durante entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (15).

"A queda que observamos ficou muito próximo da nacional", ressaltou o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da companhia, Bruno de Oliveira. "Aqui no DF, [o índice] foi influenciado principalmente por uma baixa na administração pública, no comércio e na construção civil." O produto interno bruto (PIB) trimestral para o Brasil, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou contração de 1,6% no mesmo período analisado.

No DF, três setores apresentaram desempenhos negativos. A agropecuária, que representa 0,3% da atividade econômica, recuou 13,5% nos primeiros três meses deste ano. A indústria, com peso de 5,7%, reduziu em 2,6%. Já o setor de serviços, responsável por 94% da economia local, teve variação negativa de 1,6%. Em todos os casos, os valores referem-se ao mesmo trimestre de 2014.

Em serviços, a atividade de intermediação financeira, seguros e previdência complementar diminuiu 7,9%, o que indica queda na procura por crédito. O comércio aparece em seguida, com valor negativo de 5,8%. O grupo administração, saúde e educação públicas — 55,2% do setor de serviços — caiu 1,9%.

"O governo, tanto em nível local quanto nacional, tem tomado medidas de contenção de gastos; então isso tem impactado a redução do índice para a administração pública", explicou Bruno. Segundo ele, com a redução na atividade geral, o comércio também é afetado com a diminuição da renda. "Em outras pesquisas de acompanhamento do mercado de trabalho, já começamos a observar alguma queda no rendimento do trabalhador assalariado, o que também impacta o comércio", completou. O aumento da taxa de juros, destacou o diretor, é outro fator que influencia o comércio.

Em movimento contrário aos demais índices do grupo, a atividade de serviços da informação cresceu 4,7% no primeiro trimestre do ano contra 2,9% do porcentual nacional. Nos segmentos de telefonia móvel, acesso à internet e TV por assinatura, os indicadores refletem manutenção da demanda.

A indústria de transformação recuou 2,2%. Em âmbito nacional, 7%, conforme o IBGE. Na construção civil, que responde por 3,4% da atividade econômica local, a queda foi de 2,3%. Já no grupo que compreende atividades como indústria extrativa mineral, eletricidade e gás, a variação negativa ficou em 5,1%.

IPCA e Ceasa
Após a apresentação do Idecon, também foram divulgados, nesta segunda-feira, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Ceasa do Distrito Federal (ICDF).

O IPCA mostra que houve desaceleração da inflação em Brasília pelo segundo mês consecutivo. A variação registrada em maio foi de 0,25% — a menor entre as 13 localidades onde o índice é calculado — e de 0,85% em abril. No Brasil, o índice de maio atingiu 0,74%, e o de abril, 0,71%. Em maio, com variação de 2,3%, o grupo alimentação e bebidas consta como o que mais contribuiu para a alta do mês no DF.

Em maio, o ICDF apontou variação mensal positiva de 3,60%. No mesmo período de 2014, esse número ficou em 1,88%. "Em comparação com o mesmo período do ano passado, percebe-se que o índice foi um pouco maior em termos porcentuais", disse o economista da Centrais de Abastecimento de Brasília (Ceasa) João Bosco Soares. "No entanto, os movimentos que a gente vem percebendo durante o ano acompanham graficamente os que foram percebidos ano passado", acrescentou.

Entre os produtos comercializados na Ceasa do DF, o setor de frutas apresentou inflação de 0,22%; o de legumes, 10,25%; o de verduras, 10,14%. No de ovos e grãos, houve variação negativa de 13,88%. Segundo o estudo, os preços internos dos ovos tendem a subir nos próximos dias à medida que houver aumento das exportações.

A Codeplan divulgou, ainda, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação tendo como base a estrutura de gastos de famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos. Em Brasília, houve alta de 4,92% neste ano e de 8,36% nos últimos 12 meses. Em maio, o aumento foi de 0,85%.



Fonte:Agência Brasília

sexta-feira, 21 de março de 2014

Carro cai em córrego de São Sebastião


Um carro caiu dentro do Córrego da Mata, em São Sebastião, na  manhã desta sexta-feira (21). O acidente aconteceu por volta das 6h30 e quatro passageiros que estavam dentro do carro foram atendidos pela equipe do Corpo de Bombeiros.

De acordo com a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo de Bombeiros, os passageiros foram resgatados pela corporação com sinais de hipotermia. 

Ainda de acordo com a Cidade dos bombeiros, entre as vítimas estavam três crianças e um adulto. Todos foram encaminhadas para o Hospital Regional do Paranoá.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

População de fumantes cai 38% no DF


A parcela da população brasileira acima de 18 anos que fuma caiu 20% nos últimos seis anos, de acordo com a pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde.  Já no Distrito Federal, o número de fumantes reduziu 38%, passando de 16%, em 2006, para 10%, em 2012.

A pesquisa revelou, ainda, que os homens continuam fumando mais. Em 2006, o índice era de 18%, passando para 13%, no ano passado. Já entre as mulheres, esse dado era de 14%, em 2006, reduzindo para 9%, em 2012.

“A queda do número de fumantes no país comprova que o Ministério da Saúde, em parceria com a sociedade, está no caminho certo ao investir em ações de prevenção e controle e também na oferta de tratamento para os fumantes. Estamos investindo cada vez mais na formulação de políticas públicas que promovam, continuamente, a melhoria da qualidade de vida da população brasileira”, completa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Fumo Passivo

O levantamento revela ainda que, na capital do país, a frequência de fumantes passivos no domicílio é de 10%, sendo 9% em homens e 11% em mulheres. Além disso, a frequência entre pessoas que fumam 20 ou mais cigarros por dia no Distrito Federal é de 3%: 5% homens e 2% mulheres.

Em relação ao número de adultos fumantes por cidade, o levantamento mostra que a capital com a maior concentração é Porto Alegre (RS) com 18%, que também detém a maior proporção de pessoas que fumam 20 cigarros ou mais por dia (7%). Já a capital com o menor índice é Salvador (BA), onde 6% da população adulta diz ser fumante. No Distrito Federal, a frequência de adultos fumantes é de 10%.

Enfrentamento
O Ministério da Saúde oferece o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) criado em 1996 no Sistema Único de Saúde (SUS), que oferta o tratamento contra o fumo no país. Em abril deste ano, o governo anunciou a ampliação do atendimento oferecido pelo programa. O controle do tabaco é uma importante medida de prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DNCT). O tabagismo – assim como a alimentação não saudável, a inatividade física e o uso abusivo de álcool – está entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de infarto agudo do miocárdio, AVC e câncer.

Esse ano, a adesão ao programa para as equipes de Atenção Básica – feita pelo Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) – contou com 24.515 equipes inscritas, em 4.371 municípios brasileiros. A meta é reduzir de 15% para 9% a proporção de fumantes na população adulta até 2022.

O Ministério da Saúde investe ainda na ampliação da assistência às pessoas que querem parar de fumar, oferecendo desde o acompanhamento do paciente por profissionais de saúde a medicamentos (entre adesivos, pastilhas, gomas de mascar e o antidepressivo bupropiona).

Combate ao Tabagismo
Outra iniciativa prevista é a capacitação de profissionais em cada unidade, que atenderão quem quer largar o tabaco. A capacitação não abordará somente o tratamento medicamentoso. Incluirá também abordagem comportamental qualificada para incentivar o fumante a prosseguir com o tratamento até o final. O Ministério da Saúde também investe em ações educativas.

O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento de Doenças Crônicas não transmissíveis prevê o fortalecimento do Programa Saúde na Escola, voltado para prevenção e redução do uso do álcool e tabaco entre crianças e adolescentes.

Pesquisa
O Vigitel tem objetivo de medir a prevalência de fatores de risco e proteção para doenças não transmissíveis na população brasileira e subsidiar ações de promoção da saúde e de prevenção de doenças. O levantamento monitorou 45,4 mil adultos residentes em domicílios com telefone fixo em todas as capitais do país.

Uma novidade nesta edição do Vigitel é a atualização dos dados da população de referência levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No estudo deste ano foi utilizado o censo demográfico de 2010, e não de 2000. Ao utilizar informações mais atuais, os dados revelam uma população maior, mais escolarizada e também mais idosa.

Em função disso, as análises de tendência foram refeitas para o período de 2006 a 2012 - para todas as variáveis, incluindo o tabagismo – o que explica as possíveis diferenças nos números impressos em anos anteriores.

Fonte: Agência Saúde