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terça-feira, 16 de junho de 2015

Economia no DF cai 1,7% no primeiro trimestre

A atividade econômica no Distrito Federal caiu 1,7% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2014. Naquela época, foi constatado um aumento de 3,2% em relação a igual período de 2013. A informação está no Índice de Desempenho Econômico do DF (Idecon), divulgado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) durante entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (15).

"A queda que observamos ficou muito próximo da nacional", ressaltou o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da companhia, Bruno de Oliveira. "Aqui no DF, [o índice] foi influenciado principalmente por uma baixa na administração pública, no comércio e na construção civil." O produto interno bruto (PIB) trimestral para o Brasil, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou contração de 1,6% no mesmo período analisado.

No DF, três setores apresentaram desempenhos negativos. A agropecuária, que representa 0,3% da atividade econômica, recuou 13,5% nos primeiros três meses deste ano. A indústria, com peso de 5,7%, reduziu em 2,6%. Já o setor de serviços, responsável por 94% da economia local, teve variação negativa de 1,6%. Em todos os casos, os valores referem-se ao mesmo trimestre de 2014.

Em serviços, a atividade de intermediação financeira, seguros e previdência complementar diminuiu 7,9%, o que indica queda na procura por crédito. O comércio aparece em seguida, com valor negativo de 5,8%. O grupo administração, saúde e educação públicas — 55,2% do setor de serviços — caiu 1,9%.

"O governo, tanto em nível local quanto nacional, tem tomado medidas de contenção de gastos; então isso tem impactado a redução do índice para a administração pública", explicou Bruno. Segundo ele, com a redução na atividade geral, o comércio também é afetado com a diminuição da renda. "Em outras pesquisas de acompanhamento do mercado de trabalho, já começamos a observar alguma queda no rendimento do trabalhador assalariado, o que também impacta o comércio", completou. O aumento da taxa de juros, destacou o diretor, é outro fator que influencia o comércio.

Em movimento contrário aos demais índices do grupo, a atividade de serviços da informação cresceu 4,7% no primeiro trimestre do ano contra 2,9% do porcentual nacional. Nos segmentos de telefonia móvel, acesso à internet e TV por assinatura, os indicadores refletem manutenção da demanda.

A indústria de transformação recuou 2,2%. Em âmbito nacional, 7%, conforme o IBGE. Na construção civil, que responde por 3,4% da atividade econômica local, a queda foi de 2,3%. Já no grupo que compreende atividades como indústria extrativa mineral, eletricidade e gás, a variação negativa ficou em 5,1%.

IPCA e Ceasa
Após a apresentação do Idecon, também foram divulgados, nesta segunda-feira, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Ceasa do Distrito Federal (ICDF).

O IPCA mostra que houve desaceleração da inflação em Brasília pelo segundo mês consecutivo. A variação registrada em maio foi de 0,25% — a menor entre as 13 localidades onde o índice é calculado — e de 0,85% em abril. No Brasil, o índice de maio atingiu 0,74%, e o de abril, 0,71%. Em maio, com variação de 2,3%, o grupo alimentação e bebidas consta como o que mais contribuiu para a alta do mês no DF.

Em maio, o ICDF apontou variação mensal positiva de 3,60%. No mesmo período de 2014, esse número ficou em 1,88%. "Em comparação com o mesmo período do ano passado, percebe-se que o índice foi um pouco maior em termos porcentuais", disse o economista da Centrais de Abastecimento de Brasília (Ceasa) João Bosco Soares. "No entanto, os movimentos que a gente vem percebendo durante o ano acompanham graficamente os que foram percebidos ano passado", acrescentou.

Entre os produtos comercializados na Ceasa do DF, o setor de frutas apresentou inflação de 0,22%; o de legumes, 10,25%; o de verduras, 10,14%. No de ovos e grãos, houve variação negativa de 13,88%. Segundo o estudo, os preços internos dos ovos tendem a subir nos próximos dias à medida que houver aumento das exportações.

A Codeplan divulgou, ainda, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação tendo como base a estrutura de gastos de famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos. Em Brasília, houve alta de 4,92% neste ano e de 8,36% nos últimos 12 meses. Em maio, o aumento foi de 0,85%.



Fonte:Agência Brasília

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Criminalidade aumenta no DF


Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) referentes ao primeiro trimestre de 2012 (janeiro, fevereiro e março) apontam aumento de 14,1% nos índices de criminalidade em relação ao mesmo período de 2011. Os crimes contra a pessoa aumentaram 9%; e os crimes contra o patrimônio, 14,7%.

Um dos fatores para esse aumento na criminalidade foi o impacto negativo da realização da Operação Tartaruga, deflagrada em fevereiro e março de 2012. Outro fator que influenciou esta estatística foi a greve da Polícia Civil do DF ocorrida no primeiro trimestre de 2011, o que acabou resultando no registro de ocorrências apenas de crimes de alto potencial ofensivo, como os crimes contra a vida, e de menos ocorrências policiais de crimes de menor potencial ofensivo.

O registro de crimes contra a dignidade sexual aumentou 34,3%, o que reflete os resultados positivos obtidos com as campanhas relacionadas à Lei Maria da Penha, que têm incentivado a denúncia de casos de violência ocorridos, sobretudo no ambiente doméstico. No primeiro quadrimestre deste ano (1º de janeiro a 30 abril de 2012), a Polícia Civil do DF prendeu 40 pessoas pela prática de crimes sexuais, 29 delas em flagrante. Houve um aumento de 25% no número de prisões desse tipo de criminosos em relação ao mesmo período de 2011, quando foram realizadas 32 prisões. No total, ao longo de 2011, foram presas 87 pessoas que praticaram esse tipo de delito.

Já a ação policial (apreensão de armas e drogas, repressão ao uso e ao tráfico de drogas e localização de veículos) aumentou 7,4%; e os crimes de trânsito reduziram em 0,6%, com queda de 32,6% nos homicídios culposos e aumento de 0,6% nas lesões corporais culposas.

O secretário de Segurança Pública, Sandro Torres Avelar, destaca a implantação do programa de segurança pública  Ação pela Vida  – Integração e Cidadania , lançado em 20 de abril e com 90 dias para entrar em funcionamento.  “A medida vai trazer resultados em médio prazo e consolidará  a política de Segurança Pública Inteligente e Integrada que vem sendo aplicada desde o início do governo Agnelo Queiroz. Esses indicadores nos mostram que há  muito a ser feito ”, avalia.

Outros dados

No primeiro quadrimestre de 2012, o número total de prisões efetuadas pelo Sistema de Segurança Pública do Distrito Federal foi de 4.191, enquanto no mesmo período do ano passado o número registrado foi de 3947.

Fonte: Ascom-SSP/DF