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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Há regras para circular no metrô de Brasília

Todos os dias, cerca de 140 mil pessoas circulam pelas 24 estações da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). O fluxo intenso, principalmente nos horários de pico (das 6 horas às 8h45 e das 16h45 às 20h15), requer um conjunto de regras a serem respeitadas e que garantam o bem-estar de quem usa o transporte sobre trilhos da cidade.

A maioria dessas normas faz parte do Decreto n° 26.516, de 30 de dezembro de 2005, que regulamenta, entre outras coisas, o consumo de alimentos nas plataformas e trens, o limite do tamanho de objetos que podem ser carregados nas viagens e até quantas bicicletas são permitidas. Tudo isso, segundo o chefe da Divisão de Estações do Metrô, Vitor Mafra, tem um propósito: a conservação da limpeza e a ordem nos espaços comuns. 

A dimensão dos objetos não deve ultrapassar a 1,5 metro de altura, 60 centímetros de largura e 40 cm de profundidade. “Esse volume é uma referência, pois os empregados não fazem a medição do material”, destaca Mafra. Qualquer coisa que precise de mais de uma pessoa para transportá-la ou que prejudique o fluxo não é permitida. “Basicamente, o que traz risco ou incômodo é vetado.”

Ainda no quesito segurança, são proibidos o transporte de ácidos ou artigos inflamáveis e o uso de skates, patins e patinetes no interior dos trens e das estações. Embarcar com eles, é claro, pode, mas a companhia solicita que, se possível, estejam embalados. 

Bichos
Os animais de estimação são outro caso à parte no metrô de Brasília. Qualquer um, mesmo que dócil ou filhote, não pode ter acesso às plataformas e aos trens. Há, porém, uma exceção: os cães-guia. “Evitamos com essa medida ferir o direito do outro de se sentir acuado ou incomodado por dividir o mesmo espaço com um animal”, pontua Vitor Mafra.

Uma medida simples, que também precisa ser lembrada, é o consumo de alimentos. Ingerir bebidas, fazer lanches ou mesmo refeições das catracas pra dentro das estações não está liberado, assim como fumar, transitar sem camisa ou mesmo alcoolizado. O uso de dispositivos sonoros (como caixinhas de som, celulares com músicas e rádios) sem fones de ouvido e de instrumentos musicais — pelo mesmo cuidado com o incômodo aos outros — é proibido, a menos que haja autorização prévia da companhia. No entanto, é possível transportar esses objetos, desde que estejam desligados e dentro do volume especificado. 

Bicicletas
Em 2012, foi publicado um decreto regulamentando a Lei n° 4.216, de 6 de outubro de 2008, que permite o transporte de bicicleta ou similares — o que aumentou nos últimos anos com a construção das ciclofaixas e das ciclovias no Plano Piloto. Elas devem ocupar sempre o último carro do trem, sendo o limite de cinco. Para orientar os passageiros, estão instalados painéis nas plataformas e no interior dos veículos que explicam a prática correta. 

Já o primeiro após a cabine do piloto é de uso exclusivo de mulheres e pessoas com deficiência. Dentro dele, homens são proibidos. A medida é válida em horários de pico e não se aplica aos sábados, domingos e feriados. O carro é sinalizado com um adesivo indicativo. 

Fiscalização
A fiscalização do cumprimento das normas é feita pelo corpo de segurança operacional da companhia, que conta com cerca de 150 profissionais. Eles são responsáveis por todas as atuações que afetam direta ou indiretamente a segurança no metrô. 

Estão espalhadas quase 300 câmeras de vídeo por todas as estações, que auxiliam os funcionários a coibir qualquer atitude irregular. “Às vezes conseguimos detectar alguém infringindo a regra em uma estação e o abordamos na plataforma seguinte”, conta o chefe da Divisão de Estações do Metrô.

Há quase seis meses, a companhia adotou uma nova ferramenta de integração com a população, que tem auxiliado no processo de fiscalização. Os passageiros podem enviar uma mensagem pelo aplicativo WhatsApp para o número (61) 9277-5011, com sugestões, reclamações e dúvidas sobre o serviço. O canal é controlado pela ouvidoria da empresa. 

As estações do Metrô funcionam de segunda a sábado, das 6h30 às 23h30, e aos domingos e feriados, das 7 às 19 horas. No site da companhia, há um guia com mais informações.



Fonte:Agência Brasília

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

PM chega de bike ao Gama

O Gama é a segunda região de Brasília em que o policiamento também será feito com bicicletas. O novo formato de patrulha — que existe no Guará desde janeiro — foi implantado na região nesta sexta-feira (7), pelo 9º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal. Doze militares trabalharão em escala de revezamento na cobertura da área central da cidade, onde os índices de criminalidade ainda estão altos. As ciclovias serão priorizadas.

Combater o roubo a pedestres e garantir a tranquilidade dos frequentadores desses espaços são as metas da iniciativa. “O índice de crimes contra os transeuntes caiu 6,8% nos cinco primeiros meses do ano em comparação ao mesmo período de 2014, mas ainda apresenta um número relevante”, ressalta o comandante do 9º Batalhão, tenente-coronel Elziovan Moreno. Foram registradas 770 ocorrências de janeiro a maio do ano passado e 718 nos mesmos meses deste ano.

Os ciclistas que atuam no projeto são militares voluntários e foram cedidos pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. Eles trabalharão em dias alternados, o que significa que seis policiais estarão nas ruas diariamente nos três turnos. O transporte sob duas rodas foi escolhido por acessar os locais com mais facilidade. “Além disso, a interação entre a polícia e a comunidade é importante para que as ações sejam ainda mais efetivas” afirma o comandante.

As 12 bicicletas foram doadas por empresários locais a pedido do Conselho de Segurança do Gama, intermediador do processo. A ação contará com o apoio dos prefeitos comunitários que, segundo a administradora regional, Maria Antônia Rodrigues Magalhães, são peças-chaves, junto com os policiais, no combate ao crime. “Eles apontarão para o efetivo os locais em que o ciclo de patrulhamento é mais necessário.”

De acordo com dados da PMDF, o policiamento com o auxílio de bicicletas foi criado no século 19, na Inglaterra. No Brasil, essa modalidade surgiu na década de 70 em Minas Gerais. Em Brasília, a prática passou a ser adotada em 1990, mas foi extinta por falta de manutenção dos equipamentos e por mais investimentos em viaturas.

Fonte:Agência Brasília/imagem:Dênio Simões