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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Lista com selecionados para Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é divulgada

Os filmes selecionados para o 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foram divulgados nesta quinta-feira (31), no Museu Nacional. Entre 612 inscritos, foram escolhidos seis longas-metragens e 12 curtas. O festival acontecerá no dia 16 de setembro.

Há participantes de várias regiões do país. O Distrito Federal está representado nas duas categorias. "O espectro regional diversificado mostra que temos produção de qualidade em todo o país", disse o secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira.

A programação será divulgada em breve, mas o secretário de Cultura adiantou que as escolas da rede pública serão convidadas a assistir às exibições. Hamilton também antecipou que haverá debates sobre os 50 anos do golpe militar e homenagem ao documentarista Eduardo Coutinho.

A 47ª edição voltará ao formato tradicional, sem separação de gênero entre as categorias. O formato utilizado nos três últimos anos foi abandonado. "Retornamos ao modelo tradicional para apaziguar essa divisão entre os gêneros, porque a produção hoje é ampla e busca recursos em todos os gêneros narrativos", explicou Sara Rocha, coordenadora-adjunta do festival.

Sara explicou que a infraestrutura do Cine Brasília está sendo modernizada e que o evento terá excelência técnica, de modo a evitar falhas. O prêmio para melhor longa-metragem é R$ 250 mil. No total, são R$ 610 mil em prêmios para várias categorias, inclusive técnicas.

Confira, abaixo, os filmes selecionados:

Longas-Metragens
Título - Branco Sai. Preto Fica
Direção - Adirley Queirós
Estado - DF
Gênero - Ficção

Título - Brasil S/A
Direção - Marcelo Pedroso
Estado - PE
Gênero - Ficção

Título - Ela Volta na Quinta
Diireção - André Novais Oliveira
Estado - MG
Gênero - Ficção

Título - Pingo D’Água
Direção - Taciano Valério
Estado - PB
Gênero - Ficção

Título - Sem Pena
Direção - Eugenio Puppo
Estado - SP
Gênero - Documentário

Título - Ventos de Agosto
Direção - Gabriel Mascaro
Estado - PE
Gênero - Ficção

Curtas-Metragens
Título - B-Flat
Direção - Mariana Youssef
Estado - SP
Gênero - Ficção

Título - Bashar
Gênero - Diogo Faggiano
Estado - SP
Gênero - Documentário

Título - Castillo y El Armado
Direção - Pedro Harres
Estado - RS
Gênero - Animação

Título - Crônicas de uma Cidade Inventada
Direção - Luísa Caetano
Estado - DF
Gênero - Documentário

Título - Estátua!
Direção - Gabriela Amaral Almeida
Estado - SP
Gênero - Ficção

Título - Geru
Direção - Fábio Baldo, Tico Dias
Estado - SP
Gênero - Documentário

Título - La Llamada
Direção - Gustavo Vinagre
Estado - SP
Gênero - Documentário

Título - Loja de Répteis
Direção - Pedro Severien
Estado - PE
Gênero - Ficção

Título - Luz
Direção - Gabriel Medeiros
Estado - RJ
Gênero - Documentário

Título - Nua Por Dentro do Couro
Direção - Lucas Sá
Estado - MA
Gênero - Ficção

Título - Sem Coração
Direção - Nara Normande, Tião
Estado - PE
Gênero - Ficção

Título - Vento Virado
Direção - Leonardo Cata Preta
Estado - MG
Gênero - Ficção
Fonte:Agência Brasília/imagem:Pedro Ventura

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Cultura lança primeiros editais do Fundo de Apoio à Cultura 2014

A Secretaria de Cultura lançou os primeiros editais do Fundo de Apoio à Cultura de 2014. Este ano, o processo ganha um formato inovador, com editais menos burocráticos e prestação de contas simplificadas. As facilidades são resultado do novo Decreto do FAC, assinado pelo governador Agnelo Queiroz na reinauguração do Cine Brasília.

Serão lançados três editais neste primeiro momento, que homenagearão figuras importantes do cenário cultural do DF: Prêmio Cássia Eller - Gravação de CD; Prêmio Cassiano Nunes - Impressão de Livros, Revistas e Catálogos; e Prêmio Dulcina de Moraes - Montagem de Espetáculos.

"A política pública da Cultura projeta para 2014 a ampliação e a diversificação dos seus projetos de fomento de modo que nós possamos dar curso à reconstrução institucional do FAC. Nós trabalhamos em duas frentes: na transparência e na democratização/descentralização da Cultura no DF", afirmou o secretário de Cultura, Hamilton Pereira.

No total serão quase R$ 8 milhões investidos em novos produtos artísticos e culturais realizados por artistas do DF. "Esse novo formato atende reinvindicações históricas do movimento cultural do DF e vai garantir ainda mais acesso à cultura e arte da população", afirmou o subsecretário de Fomento, Leonardo Hernandes.

Para a montagem de espetáculos nas áreas de teatro, cultura popular, dança e circo, serão apoiados 83 projetos, e no mínimo oito espetáculos devem ser voltados para a primeira infância.

Na gravação de CD serão apoiados 30 projetos, recorde do FAC. Já para a impressão de livros, revistas e catálogos, a novidade é que agora basta apresentar a boneca da obra a ser impressa para ser avaliada pelo Conselho de Cultura, e o FAC cuidará da impressão no formato indicado pelo autor.

Para esses editais não serão mais exigidos orçamentos de cada item como justificativa de preço, e outros pontos dos editais foram simplificados. Os projetos apoiados deverão comprovar a execução do objeto e uma prestação de contas simples ao final. Os demais editais do FAC serão publicados ainda no primeiro semestre de 2014.

Fonte:Agência Brasília/Imagem:Pedro Ventura  

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Projeto de reforma do Teatro Nacional pronto em 120 dias

Termina em 120 dias o prazo para a empresa contratada pela Secretaria de Cultura concluir o projeto executivo de restauração do Teatro Nacional Cláudio Santoro, instrumento que possibilitará o início da licitação para reforma das instalações do espaço cultural.

"O teatro é uma das edificações ícones da arquitetura de Brasília. Tivemos um tempo dilatado sem manutenção adequada, o que nos exige uma reforma que valorize a arquitetura e ofereça condições para espetáculos de teatro, música, dança e ópera", explicou o secretário de Cultura, Hamilton Pereira.

A obra de recuperação da estrutura do Teatro Nacional está orçada em R$96 milhões, quantia que, de acordo com a pasta, poderá ser alterada nesta fase de elaboração de projeto.

Ao todo, o teatro conta com uma área de 43 mil m² e o espaço foi reformado pela última vez em 1997. A intervenção que será feita, segundo Pereira, é uma das ações desta gestão para recuperar os espaços culturais da cidade.

"A presença do teatro reformado qualificará a nossa oferta de espaço e dará a ele a dignidade que merece como a principal casa de espetáculos da capital da República. Isso é parte do nosso esforço para recuperar a cultura", acrescentou.

Saiba mais
O Teatro Nacional é o maior conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer, em Brasília, destinado exclusivamente às artes.

Ele foi construído em várias etapas. As obras começaram em 30 de julho de 1960, poucos meses depois da inauguração da capital, em 21 de abril.


São 3.608 vidros nas fachadas leste e oeste e os cubos brancos nas paredes norte e sul, de dimensões diversas, foram desenhados por Athos Bulcão.


Esses relevos representam a maior obra de intervenção urbana de Athos Bulcão. Na elaboração do projeto, Oscar Niemeyer teve a colaboração do pintor, cenógrafo e técnico de teatro, o italiano Aldo Calvo.

Fonte: Agência Brasília/imagem:Pedro Ventura

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cultura prorroga por 30 dias suspensão de contratações

O prazo de 30 dias de suspensão das contratações artísticas feitas pela Secretaria de Cultura foi prorrogado por igual período, a contar de segunda-feira (19), procedimento que foi adotado pela pasta para que possibilite a finalização do processo de apuração de 60 denúncias de irregularidades em contratos.

"Estamos em uma complexa tarefa de exame dos processos que estão em causa e ao mesmo tempo estamos trabalhando no sentido de elaborar uma normativa mais robusta e que dê mais transparência nas contratações", explicou o secretário de Cultura, Hamilton Pereira.

De acordo com o titular da pasta, "a maior parte dos processos já foram avaliados" e a expectativa é que o período de prorrogação "seja suficiente para concluirmos o processo", que é analisado por uma comissão formada por três integrantes da secretaria, entre eles dois advogados.

Pereira ressaltou, ainda, que se comprovado o envolvimento de empresas em irregularidades haverá punições, entre elas a abertura de uma investigação criminal e a proibição de firmar contratos com o governo local.

Ao término do novo prazo, as contratações voltarão a ser realizadas pela secretaria, porém, com o auxílio do Sistema Cultural de Cadastro de Artistas (Siscult), instrumento pioneiro no País que facilita a seleção de artistas para eventos promovidos pelo governo com maior transparência e segurança.

Segundo o secretário, o banco de dados do Sistema conta, neste momento, com 400 artistas inscritos e é uma das apostas da pasta para melhorar a gestão das constatações.

"Trabalhamos para oferecer à sociedade um processo que institucionalize e crie regras que sejam conhecidas pela população, produtores e artistas, de como o GDF se relaciona com a economia da cultura, particularmente no que diz respeito à contratação de artistas", complementou.

A utilização do Siscult permitirá, conforme planejamento da Secretaria, maior acesso de artistas locais aos palcos de eventos promovidos pelo GDF.

No caso de atrações de outros estados, será exigida a apresentação de documentação detalhada com informações de cachê, por exemplo, estrutura do show e número de funcionários.

Fonte: Agência Brasília/imagem:Pedro Ventura

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Deputado ajuda a divulgar o cinema na Capital

O deputado Cláudio Abrantes, coordenador da Frente Parlamentar de Cultura do Distrito Federal, coordenou nesta, quarta-feira (22), a divulgação dos filmes A Pedra do Mal e Mudança Capital (que ainda está em fase de captação de recursos), ambos da diretora Núbia Santana.

O filme longa metragem Pedra do Mal apresenta a dura realidade dos usuários de crack, mostrando a dependência que leva a uma entrega absoluta.

Mudança Capital, nas palavras da produtora do filme Mariana Fagundes, é resultado de anos de trabalho de pesquisa, voltado para mostrar todos os lados da cidade. A película está em fase de captação de recursos, frisa a produção da obra.

O compromisso de Cláudio Abrantes com o cinema e com outras linguagens artísticas foi muito elogiado, pelo distrital Agaciel Maia e pelo secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira. “O Cláudio não é apenas um aliado das políticas de cultura, é um companheiro que vai nos ajudar a modificar marcos importantes, como a modernização do FAC e regulamentação da Lei de Incentivo à Cultura”, destacou o secretário de Cultura.

Cláudio Abrantes disse que vai continuar lutando para que a cultura seja elevada a esse patamar fundamental, que é levar esse direito a todos os brasileiros, ou seja, o acesso às linguagens artísticas. O deputado disse ainda, que a intenção é que esse tipo de evento seja realizado mensalmente, com o propósito de debater sobre políticas culturais no Distrito Federal. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

No dia 7 de maio, a atenção da classe cinematográfica nacional estará voltada para a sala Pompeu de Souza da Secretaria de Cultura do DF. Ali, a partir das 10h, o Secretário de Cultura, Hamilton Pereira e o coordenador geral do Festival, Sérgio Fidalgo, farão o anúncio da abertura oficial das inscrições para o 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O mais antigo festival brasileiro exclusivamente dedicado ao cinema nacional chega a 2013 com prêmios mais valiosos.

A edição de 2013 distribuirá prêmios oficiais no valor total de R$ 700 mil – ampliando em R$ 65 mil a premiação anterior. Também incluirá mais uma cidade do Distrito Federal no projeto de descentralização das Mostras Competitivas, que tem levado o festival a espectadores das cidades de Taguatinga, Sobradinho, Ceilândia e Gama.

Serão selecionados seis filmes de longa-metragem de ficção, seis longas de documentário, seis curtas-metragens de ficção, seis curtas de documentário e seis curtas-metragens de animação, num total de 30 filmes – além do título de abertura, que se encontra em fase de pesquisa, e dos filmes integrantes da Mostra Brasília.

Inscrição
As inscrições para as mostras competitivas poderão ser feitas até o dia 21 de junho. Regulamento disponível no site.

Seminário
Ao longo de todo o período de realização, o 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro reservará suas tardes para quatro seminários dedicados a discutir temas relacionados à produção brasileira e às várias linguagens que a têm caracterizado. O Seminário Estratégias para o Desenvolvimento das Pequenas Empresas do Audiovisual Brasileiro reunirá, nos dias 18 e 19 de setembro, diferentes visões do futuro da produção brasileira, abordando temas como a conjuntura econômica, a distribuição cinematográfica, a inserção das cinematografias regionais e estratégicas para o desenvolvimento audiovisual.

Já Olhares Multiculturais – O Cinema Brasileiro no Estrangeiro vai analisar, no dia 20 de setembro, os estudos teóricos que têm sido produzidos no exterior sobre o cinema nacional. Em 21 de setembro será a vez de Humor e Comicidades, dedicado a pensar o riso e o risível em várias modulações na cultura cinematográfica nacionais. E no dia 23 de setembro, Cinema em Alto e Bom Som debaterá a relação entre o cinema brasileiro e a memória musical.

Oficinas Integradas de Cinema – Já estão confirmadas oficinas de Roteiro, com o escritor, cineasta e roteirista José Roberto Torero; Direção, com o cineasta Jorge Bodanzky; Trilha Sonora para Cinema, com o  compositor, arranjador e professor David Tygel; e Finalização Digital, com o montador e diretor Rubens Hirsch.

Mais informações pelo site.

Filme de longa metragem de ficção
Melhor filme - R$ 250.000,00
Melhor direção - R$ 20.000,00
Melhor ator - R$ 10.000,00
Melhor atriz - R$ 10.000,00
Melhor ator coadjuvante - R$ 5.000,00
Melhor atriz coadjuvante - R$ 5.000,00
Melhor roteiro - R$ 10.000,00
Melhor fotografia - R$ 10.000,00
Melhor direção de arte - R$ 10.000,00
Melhor trilha sonora - R$ 10.000,00
Melhor som - R$ 10.000,00
Melhor montagem - R$ 10.000,00

Filme de longa metragem documentárioMelhor filme de longa metragem de documentário – R$100.000,00
Melhor direção - R$ 20.000,00
Melhor fotografia - R$ 10.000,00
Melhor trilha sonora - R$ 10.000,00
Melhor som - R$ 10.000,00
Melhor montagem - R$ 10.000,00

Filme de curta metragem de ficçãoMelhor filme - R$ 20.000,00
Melhor direção - R$ 5.000,00
Melhor ator - R$ 5.000,00
Melhor atriz - R$ 5.000,00
Melhor roteiro - R$ 5.000,00
Melhor fotografia - R$ 5.000,00
Melhor direção de arte - R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora - R$ 5.000,00
Melhor som - R$ 5.000,00
Melhor montagem - R$ 5.000,00

Filme de curta metragem de documentárioMelhor documentário de curta metragem - R$ 20.000,00
Melhor direção - R$ 5.000,00
Melhor fotografia - R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora - R$ 5.000,00
Melhor som - R$ 5.000,00
Melhor montagem - R$ 5.000,00

Filme de curta metragem de AnimaçãoMelhor filme de curta metragem de animação - R$ 20.000,00

Prêmio do Júri PopularMelhor filme de longa metragem de ficção- R$ 30.000,00
Melhor filme de curta metragem de ficção - R$ 20.000,00

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

45º Festival de Cinema


Foto: Bruno Azambuja
Casa cheia e algumas críticas ao secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, marcaram a abertura da 45ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, realizada nesta segunda-feira (17), no Teatro Nacional Cláudio Santoro. A noite contou com uma homenagem a Paulo Emílio, um dos idealizadores do evento mais antigo da sétima arte, e com a exibição do longa-metragem A Última Estação, dirigido por Márcio Curi, outro homenageado da cerimônia.

Ao subir ao palco para fazer o discurso que dá início às atividades, o poeta tocantinense e chefe da pasta de Cultura do GDF recebeu algumas vaias de um grupo na plateia. Após fazer as tradicionais declarações na sala Villa-Lobos, um integrante do grupo que o vaiou reclamou em alto e bom som: “Não desvie as verbas do FAC”, referindo-se ao recente contingenciamento de verbas para o Fundo de Apoio à Cultura, que gerou uma revolta na classe artística da capital federal.

O longa-metragem de Márcio Curi dividiu as mais de 1300 pessoas presentes à cerimônia. Em 113 minutos, a coprodução Brasil - Líbano faz um resgate histórico da trajetória de imigrantes libaneses nas terras tupiniquins, durante a década de 1950. A promessa do diretor era de apresentar uma narrativa sensível e bem humorada sobre aquelas pessoas que desembarcaram no país acreditando em um futuro melhor. “Tem uma fotografia elaborada. No enredo da história, tudo é muito bem entrelaçado. Acho que o cinema nacional está cada vez mais elaborado, mais criativo e, cada vez mais, com qualidade”, opinou o empresário Pedro Camargo, 25 anos.

Entretanto, há quem tenha se frustrado na expectativa. “É um filme bacana. Nem uau, nem ruim. Tem uma fotografia muito bonita, mas faltou aprofundar na história dos personagens”, ponderou o cineasta recém-formado, Pedro Valente, 23 anos. Opinião também compartilhada pela engenheira florestal Vanessa Bozzi, 23. “Sinceramente, não achei tão bom. O roteiro é previsível. Podia reduzir uns 20 minutos de filme”, afirma.

O elenco de A Última Estação conta com atores libaneses, como Mounir Maasri, que dá vida ao protagonista Tarik, e com nomes já consagrados na capital, como Chico Sant’Anna, Sérgio Fidalgo, Iberê Cavalcanti e a estreante Klarah Lobato. A exibição do longa vem também como uma espécie de redenção do FBCB aos brasilienses, pois, nesta edição, apenas um curta do Distrito Federal foi selecionado.

Na opinião de Marcio Curi, que é descendente de libaneses imigrantes, ainda é cedo para saber a opinião do público, mas o filme conseguiu comunicar. “A sensação é que foi uma receptividade boa. Senti as pessoas rindo na hora certa. O filme conseguiu se comunicar. Nada é mais importante se tocou o coração das pessoas”, analisa.

A produção ainda não tem estreia marcada, mas, de acordo com o diretor, a previsão de lançamento é para dezembro de 2012. “Temos um compromisso com a Mostra Internacional de São Paulo. Ele não pode ser exibido antes, mas vai entrar em circuito comercial”, disse o Curi.

Fotos: Bruno Azambuja
A cerimônia de abertura foi apresentada pela atriz Bidô Galvão e por Murilo Grossi, ator brasiliense que, na ocasião, fez uma performance em homenagem ao crítico e fudador do FBCB, Paulo Emílio. “O pior filme brasileiro é melhor do que qualquer filme estrangeiro. Viva o cinema brasileiro”, disse o aplaudido ator, após descer as escadarias do Teatro Nacional, declamando uma ode a Emílio.

A noite contou também com apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, sob a regência do maestro Cláudio Cohen. O vencedor do prêmio de Melhor Trilha Sonora na última edição, Patrick de Jongh, foi o convidado da noite. Ele também assina a trilha sonora do filme A Última Estação.

Entre os presentes, o cineasta Vladimir Carvalho e Ney Matogrosso, que terá sua vida e obra retratada no longa de Joel Pizzini, Olho Nu. A produção compete na categoria documentário.

Mostra competitiva

Nesta terça-feira (18), inicia-se a mostra competitiva. Este ano, além de ser excepcionalmente realizada no Teatro Nacional (por causa da reforma do Cine Brasília), ela vem em novo formato para poder agregar as novas mudanças do FBCB, como a criação da categoria exclusiva de documentário.

No primeiro dia da competição serão apresentados, a partir das 19h, o curta Câmara escura, de Marcelo Pedroso (PE), e o longa, Um filme para Dirceu, de Ana Johann (PR). A partir das 21h, será exibida a Mostra competitiva Ficção e Animação. Linear, de Amir Admoni (SP), Canção para minha irmã, de Pedro Severien (PE) e Eles voltam, de Marcelo Lordello (PE), são as atrações da maratona cinematográfica. 

Site Candango - Texto: Bárbara de Alencar

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Festival de Cinema


Foram anunciados na terça-feira (15), a data e o regulamento do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A Secretaria de Cultura do DF confirmou, ainda, que o Cine Brasília, em reforma desde o ano passado, não vai estar pronto para a tempo para o evento. De acordo com informações da Secretaria, o cinema, considerado berço do festival, só deve ficar pronto em novembro.

Assim, a 45ª edição do festival será realizada entre os dias 17 e 24 de setembro no Teatro Nacional Claudio Santoro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e em outras quatro cidades do DF: Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho e, entrando pela primeira vez no circuito, o Gama. 

A grande novidade este ano fica por conta da separação das mostras competitivas de longas-metragens. O evento terá uma voltada exclusivamente para ficção e outra apenas para documentário. De acordo com o secretário de Cultura, Hamilton Pereira, a separação aconteceu pela disparidade entre linguagens. "Criamos estes prêmios porque entendemos que a linguagem do documentário é diferente da linguagem da ficção", explicou.

As premiações, que antes atingiam cerca de R$ 400 mil, agora vão chegar a R$ 630 mil. O prêmio de melhor longa de ficção leva a quantia de R$ 250 mil, enquanto que o documentário vencedor receberá de R$ 100 mil. O fim do ineditísmo, também foi outra novidade anunciada. Este ano, os filmes que já foram apresentados em outras mostras podem participar, desde que não tenham ganhado nenhum prêmio.

Na oportunidade, o secretário anunciou o novo coordenador-geral do festival, Sérgio Fidalgo. O ex-apresentador do evento assumiu o posto após a saída de Nilson Rodrigues. Na opinião de Hamilton Pereira, a saída de Rodrigues teve que acontecer, já que ele não tinha mais condições de coordenar o evento.

Outra mudança também foi anunciada, a Mostra Brasília, evento paralelo que acontecia junto com o festival, agora está sob o comando da Câmara Legislativa.

Para mais informações e inscrições clique aqui.