Mostrando postagens com marcador profissão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador profissão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Em Ceilândia, serralheiro expõe arte que vem da rua

Nos fundos da casa onde mora, no Sol Nascente, em Ceilândia, o serralheiro Francisco Feitosa, de 40 anos, transforma em arte materiais como pregos e correntes de bicicleta. Autodidata, o artista desenvolve esse tipo de trabalho nas horas vagas, há cerca de 20 anos. A matéria-prima vem da rua, e as habilidades da profissão, exercida desde 1990, também ajudam na criação. Segundo o maranhense, em Brasília desde 1998, a inspiração surge, em grande parte, das lembranças que guarda do Nordeste.

De 4 a 8 de maio, 13 obras dele poderão ser vistas na 1ª exposição Reciclando Ideias. Entre as esculturas e peças de decoração estará o Mulato, busto com 1,65 metro de altura feito com tampa de tambor industrial e sucata de portão. A mostra ocorrerá na Administração Regional de Ceilândia — promotora do evento — e estará aberta ao público das 8 às 18 horas, com entrada gratuita.

A maior peça já criada por Feitosa, a escultura de uma moto, tem 1,8 metro de comprimento. Obras desse tipo de veículo, em tamanhos menores, também integram a exibição. São peças nas quais foi empregado o maior número de materiais diferentes. Partes de guarda-chuvas, por exemplo, deram forma aos raios das rodas.

Meio ambiente
Para o serralheiro artista, o trabalho que realiza contribui com o meio ambiente, "tanto na parte de limpeza quanto na de utilizar materiais recicláveis", diz. A criação mais recente, iniciada há cerca de duas semanas, é um busto produzido apenas com pregos. Até o momento, foram utilizados mais de 300.

"Ele vai mostrar como muitos produtos que estavam indo para o lixo podem voltar como obras de arte", destaca o administrador regional de Ceilândia, Vilson José, ao comentar sobre Feitosa.

Serviço
1ª Exposição Reciclando Ideias
De 4 a 8 de maio de 2015
Das 8 às 18 horas
Administração Regional de Ceilândia — QNM 13, Área Especial, Ceilândia Sul
Entrada gratuita
Informações: 3471-9834

Fonte:Agência Brasília/imagem:Tony Winston

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Ultra conectada, geração Z exige nova abordagem de ensino

Classificar gerações de épocas específicas é um hábito que vem desde a Guerra Fria, quando a denominação foi de “baby boomers” para os nascidos entre os anos 50 e 60, após a Segunda Guerra Mundial. O súbito aumento da natalidade ocorreu especialmente na Europa, Estados Unidos e Canadá. Foi a primeira geração que cresceu diante da TV.

Posteriormente, a geração X, com pessoas que vieram ao mundo no final da década de 60 e início de 70, cresceu com grande senso de responsabilidade, comprometida com o futuro.  Viu a transformação do analógico para o digital, adquirindo a capacidade de conectar os dois mundos.

Nos anos 80, surgiu a geração Y. Cidadãos ambiciosos, com grande preocupação com suas carreiras. Um público ávido por inovações tecnológicas e também mais preocupado com o meio ambiente.

Dos anos 90 até a atualidade, o domínio é da geração Z. Essa sim, a mais diferenciada de todas. A letra que dá nome ao grupo vem de “zapear”, ato de trocar constantemente de canal pelo controle remoto.  Aliás, para eles tudo tem controle remoto. Impossível viver sem internet, celular, computador, ipods, Tvs em alta definição. A informação, em excesso, torna-se obsoleta rapidamente.

Porém, se na vida virtual tudo flui perfeitamente bem, na real surgem as dificuldades de relacionamento e problemas de interação social. São incapazes de serem ouvintes. Inclusive são conhecidos também como geração “silenciosa”, pelo fato de estarem sempre com fones de ouvido. São rápidos no pensamento, porém, incapazes de manter uma linearidade sobre determinado assunto.

Diante disso, a abordagem de ensino para a geração Z tem que ser outra. Seus representantes não têm paciência de acompanhar uma aula com lousa e professor falando ininterruptamente. Nesse sentido, a oficina de robótica, oferecida no Colégio Presbiteriano Mackenzie no Distrito Federal, é uma excelente oportunidade para os integrantes da geração Z expandirem suas habilidades, em aulas práticas e dinâmicas. 

Desde 2007, os estudantes participam de competições, como a OBR – Olimpíada Brasileira de Robótica, e a LBR – Liga Brasiliense de Robótica. No ano passado, os estudantes mackenzistas venceram a RoboCup com um protótipo criado para identificar e resgatar vítimas em locais de difícil acesso, atingidos por desastres naturais. Muitos deles mantiveram o interesse no tema e já avaliam usar a robótica nas áreas de medicina e odontologia, para melhoria da saúde.

Participam da oficina de robótica, alunos desde o 3º ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio. No futuro, poderão seguir carreiras científico-tecnológicas e contribuir para o desenvolvimento brasileiro nesse setor.