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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Disponível agendamento on-line para visitas na Papuda

Parentes e conhecidos cadastrados para visitar presos no Complexo Penitenciário da Papuda não precisam mais passar horas nas filas em frente à prisão. Desde julho, o sistema on-line de senhas está disponível em fase de testes. A princípio, a tecnologia atende apenas os visitantes de presidiários das Penitenciárias do Distrito Federal I e II. "Nossa perspectiva é expandir para as demais unidades até o fim do ano", destaca o subsecretário João Carlos Couto Lóssio.

A página eletrônica foi desenvolvida a custo zero pela equipe de informática da Subsecretaria do Sistema Penitenciário, da Secretaria de Justiça e Cidadania. "Buscamos resolver o problema crônico das filas que se formam ainda no dia anterior ao das visitas", diz Lóssio.

A Papuda tem mais de 14,7 mil presos. Por questão de segurança, a subsecretaria não divulga quantos estão nas duas unidades contempladas com a ferramenta. Informa apenas que cerca de seis mil senhas foram emitidas até o momento.

Nos dias de visitação
Quarta e quinta-feira, o trabalho nos guichês inicia às 7 e termina às 12 horas. Em duas horas, cerca de 200 pessoas são atendidas. A subsecretaria calcula que esse número está de 25% a 30% maior com o agendamento on-line.

Cadastro
É necessário se cadastrar para usufruir o benefício. Desde 30 de maio, familiares e conhecidos dos presos podem fazer esse procedimento por meio do programa Visita Cidadã, no posto do Na Hora do Riacho Fundo I, no segundo andar do Shopping Riacho Mall, na QN 7, Área Especial nº 1. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30. Aos sábados, abre das 7h30 às 12h30.

Fonte:Agência Brasília

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DF tem primeiro preso em regime fechado a concluir faculdade

O detento do Presídio do Distrito Federal I (PDF I), Glaucimar Ferreira Santos, de 35 anos, tornou-se hoje o primeiro presidiário da capital do país a concluir um curso de nível superior durante o cumprimento de pena em regime fechado.

O diploma de graduado em Administração veio graças ao apoio da irmã, Glaucia, que assistia às aulas presenciais em seu lugar e repassava lições para ele na cadeia.

"O estudo é capaz de mudar a história e o caráter de um homem", contou orgulhoso o detento, que está preso desde março de 2007 por extorsão mediante sequestro e cumpre pena de 20 anos de prisão, mas deve progredir para o regime semiaberto ainda este ano. 

Ele já iniciou uma pós-graduação em Gestão de Negócios. A história de sucesso tem como personagem principal a irmã, Gláucia, que serviu de elo entre o presidiário e a faculdade.

Em regime fechado, Glaucimar não teve liberação judicial para as aulas presenciais que aconteciam duas vezes por semana, apesar de o curso ser a distância.

"Ela ia na faculdade e gravava as aulas para mim, e trazia junto com as anotações e exercícios", contou o aluno, que ainda recebia as provas lacradas no presídio.

Modesta, Gláucia repassa todos os créditos da conquista ao irmão. "O diploma é mais dele do que meu, apenas corri junto com ele atrás desse sonho que ele tinha de sair daqui uma outra pessoa", destacou.

Sem nunca ter ido pessoalmente à faculdade, sem conhecer os colegas de sala, Glaucimar foi destaque da turma, com notas acima da média, de acordo com a direção da instituição.

"A faculdade percebeu que ele era uma pessoa muito inteligente, as provas dele eram destaque", lembrou a diretora da Faculdade Anhanguera FacNet, Ana Paula Rios.

Durante a cerimônia de colação de grau, realizada do auditório do Presídio do Distrito Federal (PDF I), no Complexo da Papuda, a mãe de Glaucimar, dona Teresinha Ferreira era a mais emocionada.

"Sem o apoio da família é muito difícil dar a volta por cima, eu tenho muito orgulho de ver ele lutando para alcançar seu objetivo", enfatizou orgulhosa.

"Você está dando um exemplo pra grande massa de reeducandos que merece ser seguido. Se formou em uma grande faculdade, ao invés de fazer graduação e pós-graduação no mundo do crime", elogiou o secretário de Segurança, Sandro Avelar, paraninfo da colação.

Também participaram da cerimônia de formatura do detento Glaucimar Santos: o presidente da Fundação de Amparo ao Preso (FUNAP), Adalberto Monteiro; o subsecretário do Sistema Penitenciário, Claudio Magalhaes e o diretor da PDF I, Celso Lima.

Fonte:Agência Brasília/imagem:Hmenon Oliveira

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Câmara mantém mandato de deputado preso há dois meses

O Plenário manteve o mandato do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de peculato e formação de quadrilha. Para ser cassado, eram necessários 257 votos ou mais a favor da perda do mandato. Os favoráveis à cassação somaram apenas 233 votos, contra 131 e 41 abstenções.

Apesar do resultado, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, tomou a decisão de afastar o parlamentar, já que Donadon não poderá exercer as atribuições do mandato.

“Devido ao fato de o parlamentar cumprir pena de privação de liberdade em regime fechado, considero-o afastado do exercício de seu mandato", disse Alves. "Convoco o suplente para exercer o mandato em caráter de substituição durante o tempo em que permanecer o impedimento do titular”, afirmou. O suplente de Natan Donadon é Amir Lando (PMDB-RO), que poderá assumir já nesta quinta-feira (29).

A Secretaria-Geral da Mesa informou que, mesmo permanecendo deputado, Natan Donadon continuará sem receber salário e a Câmara vai prosseguir com a ação para reaver o apartamento funcional ocupado indevidamente pela família do parlamentar. O deputado já recorreu ao STF pedindo que a Câmara pague o seu salário.

Retorno à prisão
Donadon está preso em Brasília desde o dia 28 de junho, condenado em última instância pelo STF pelo desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia de Rondônia, quando era diretor financeiro da instituição.

Ele compareceu ao Plenário nesta quarta-feira para se defender e, após a votação do processo de cassação, retornou à Penitenciária da Papuda. "Deus me deu forças para dizer a verdade, para dizer ao povo a verdade dos fatos. Eu agradeço a Deus que a justiça está sendo feita", afirmou.

Voto secreto
Henrique Eduardo Alves disse que, enquanto for presidente da Casa, não submeterá a voto nenhum outro processo de perda de mandato com votação secreta.

Vários líderes lamentaram o resultado, pedindo a votação da PEC do Voto Aberto (196/12), que acaba com o voto secreto nos processos sobre cassação de mandato parlamentar.

Para o relator da representação contra Donadon na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado Sergio Zveiter (PSD-RJ), a decisão do Plenário provocou um constrangimento à Casa. "A conduta pela qual Natan Donadon foi condenado é de natureza gravíssima, absolutamente incompatível com o exercício do mandato parlamentar", disse.

“Esse constrangimento deve apressar nossa decisão de colocar a análise de processos como esse ao voto aberto”, afirmou o relator.

Segundo o deputado Ivan Valente (Psol-SP), coordenador da Frente Parlamentar pelo Voto Aberto, houve muita oportunidade para a Câmara aprovar uma proposta de emenda à Constituição nesse sentido. “Se isso já tivesse sido aprovado, a Casa não precisaria pagar esse preço. Foram centenas de vezes que pedimos para acelerar essa votação”, disse, referindo-se à comissão especial que analisa a PEC do Voto Aberto.

Já o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), disse que a Câmara “está de luto”. “É um desrespeito ao povo brasileiro o que aconteceu. A perda de mandato deveria ter sido decretada diretamente pela Mesa”, ressaltou. Ele elogiou a atitude do presidente da Câmara de afastar Donadon.

Resposta à sociedade
Segundo a líder do PCdoB, deputada Manuela D’Ávila (RS), a votação deve ser um estímulo para que a Câmara mude seu futuro, aprovando a PEC do Voto Aberto. “Temos de aprovar essa PEC para dar uma resposta à sociedade de que isso não vai mais acontecer”, afirmou, apoiando também a decisão da Presidência.

De acordo com o líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), “as pessoas que votaram contra a perda do mandato fizeram isso exatamente para desgastar esta Casa, foi uma traição enorme, não só ao Parlamento, mas à população”.

Pelo PR, o líder Anthony Garotinho (RJ) argumentou que fica claro para o povo brasileiro que os ausentes contribuíram para o resultado. “Diante dessa noite, não há mais dúvida de que se consolidou a ideia de que não há mais como resistir ao fim do voto secreto”, afirmou, defendendo sua aplicação inclusive para análise de vetos. No painel eletrônico, 459 deputados registraram presença, mas apenas 405 votaram.

Afastamento
No início de julho, a Câmara suspendeu o pagamento de Donadon e exonerou seu gabinete. O PMDB de Rondônia encaminhou à Câmara ofício informando que Natan Donadon foi "afastado" da agremiação, mas, na documentação enviada, não consta a formalização junto ao Tribunal Regional Eleitoral do estado, documento exigido pela Casa para atestar o afastamento partidário.

Defesa
Ao discursar em sua defesa, Natan Donadon criticou o relatório do deputado Sergio Zveiter, dizendo que ele está repleto de “absurdos e asneiras”. “Nunca tive, nos três mandatos, um ato que os desabonasse”, afirmou.

Donadon também criticou a Mesa da Câmara, que suspendeu o pagamento de salário dele, demitiu os funcionários do gabinete e exigiu que sua família saia do apartamento funcional que ocupa. “Eu ainda sou deputado. Não acho justo suspender os meus direitos, meu salário, estamos tendo dificuldade para alugar uma casa”, disse, antes da votação.

O deputado argumentou que todos os pagamentos feitos por ele na diretoria financeira da Assembleia Legislativa de Rondônia foram atestados pelo controle interno da instituição e seguiram os parâmetros legais. “Eu fui convidado a assumir o departamento financeiro com procedimentos feitos e empresas contratadas. As licitações já haviam sido feitas, já havia pagamentos feitos a essa empresa de publicidade e eu dei sequência aos pagamentos não só dessa empresa e de outras”, disse. “Nunca fiz nada de ilícito, nunca desviei um centavo da Assembleia”, emendou.

Fonte:Agência Câmara Noticías/imagem Zeca Ribeiro

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Polícia prende técnico penitenciá​rio

Polícia Civil do Distrito Federal realizou a "Operação Traíra" e prendeu um técnico penitenciário acusado de dar fuga a vários detentos da Papuda.

De acordo com informações da polícia, Aroldo Abreu é técnico penitenciário do Sistema Prisional do DF e é acusado de dar fuga a seis detentos da Papuda, mediante pagamento de R$ 15 mil.

Ainda de acordo com a polícia, o crime aconteceu no final do mês de março deste ano, no interior do penitenciária, em área de segurança máxima.