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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Lei Maria da Penha completa sete anos

No dia em que a Lei Maria da Penha completa sete anos, hoje (7/8), a ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, destacou a importância da denúncia para a efetividade da lei e a punição aos agressores que cometem violência contra as mulheres.

“Se as mulheres não denunciarem, não existe crime. Como podemos acabar com a impunidade sem a denúncia? Quero aqui chamar as mulheres para denunciar a violência contra qualquer mulher, criança ou adolescente”, disse a ministra que participou hoje (7) da 7° Jornada Lei Maria da Penha, organizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Dados divulgados pelo Instituto Patrícia Galvão e Data Popular mostram que, após sete anos de vigência, 98% da população dizem conhecer a lei. Ao fazer um balanço do período, a ministra Eleonora Menicucci apontou a demora do Judiciário em expedir medidas protetivas em favor das mulheres como um dos gargalos a ser resolvido.

Ela lembrou que, em alguns casos, a medida para determinar que o agressor se mantenha à distância da vítima é expedida quando a mulher já foi agredida ou até morta. “A medida protetiva salva mulheres. E eu conclamo todos os juízes a olhar com cuidado e severidade, mas com determinação para a violência contra as mulheres expedindo, o mais rápido possível, as medidas protetivas”.

O integrante do CNJ, Ney José de Freitas avaliou que a redução da violência contra a mulher é um longo processo por não se tratar apenas de medidas legais, mas também de uma mudança de comportamento. “Não é necessário apenas a alteração legislativa, é necessário também uma  mudança de comportamento. É um processo de mudança demorado”.

Dados atualizados do Mapa da Violência 2012: Homicídio de Mulheres no Brasil, apontam que é principalmente no ambiente doméstico que ocorrem as situações de violência contra a mulher. A taxa de ocorrência no ambiente doméstico é 71,8%, enquanto em vias públicas é 15,6%.

A violência física contra a mulher é predominante (44,2%), seguida da psicológica (20,8%) e da sexual (12,2%). No caso das vítimas que têm entre 20 e 50 anos de idade, o parceiro é o principal agente da violência física. Já nos casos em que as vítimas têm até nove anos de idade e a partir dos 60 anos, os pais e filhos são, respectivamente, os principais agressores, de acordo com dados do Mapa da Violência.

Para a secretária de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, ainda há muito o que fortalecer no sistema de proteção à mulher. Ela citou as delegacias especializadas como um dos pontos a ser aprimorado. “A efetividade da lei caminha lenta. Não temos delegacias especializadas em todo o país. Temos delegacias especializadas que ficam fechadas nos finais de semana e à noite, horários em que as mulheres mais precisam ter referências sobre aonde ir”, disse.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Caje será desativado até dezembro

A Unidade de Internação do Plano Piloto (antigo Caje) será desativada até dezembro deste ano, depois que as unidades de São Sebastião, Brazlândia e Santa Maria forem inauguradas.

"O GDF assinou um termo de compromisso com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de até 2015 desativar o Caje. No entanto, aceleramos o processo e, até o fim do ano, vamos desativar", assegurou hoje a secretária da Criança do DF, Rejane Pitanga.

Em setembro serão inauguradas as unidades de São Sebastião e Brazlândia, e em outubro é a vez de Santa Maria receber a unidade de internação para os menores.

De acordo com a secretária, cada centro terá 6 mil m² de área construída, com 10 módulos que receberão, no máximo, 90 adolescentes.

No local, os internos terão escola, uma área de saúde com enfermaria e atendimento odontológico e médico, quadra coberta, campo de futebol, teatro de arena, espaço ecumênico, além de área de visita e horta.

Os internos ainda encontrarão um programa, que será desenvolvido em parceria com a Secretaria de Saúde, de prevenção ao uso de tabaco e outras drogas.

"O objetivo é a ressocialização dos adolescentes, com profissionalização e educação", afirmou Pitanga.

Até agosto, o objetivo da Secretaria da Criança é retirar do Caje 140 jovens em conflito com a lei, a partir da abertura de 60 vagas na Unidade de Internação de São Sebastião– onde ficarão apenas os adolescentes em internação provisória.

As outras 80 vagas ficarão em uma unidade que será inaugurada, também em agosto, nas proximidades do Recanto das Emas, onde serão abrigados os que estão na finalização da medida.

Mais unidades
Além disso, o governo pretende inaugurar, em 2014, mais duas unidades de internação: uma em Sobradinho, com capacidade para 90 internos e outra no Gama, exclusivamente para 54 meninas.

A secretária ressaltou que não se trata apenas de mudanças físicas, mas de todo conceito no atendimento aos adolescentes em conflito com a lei.

"Vamos inaugurar uma unidade de semiliberdade em Santa Maria, estamos reestruturando as unidades de meio aberto e investindo em um programa para egressos, para evitar a reincidência", detalhou Rejane Pitanga.

Em fevereiro, o governo distrital inaugurou o Núcleo de Atendimento Integrado (N.A.I.), um espaço no qual o sistema de Justiça funciona de forma integrada – com Ministério Público e Defensoria Pública.

O objetivo é aumentar a celeridade e a eficácia da aplicação das medidas socioeducativas, além de acompanhar os adolescentes e familiares que passam pelo sistema.

Outra medida adotada foi a transferência, no ano passado, de 25 meninas que estavam internadas no Caje, para a unidade do Recanto das Emas, que foi totalmente reformada.

Fonte: Agência Brasília/ imagen: Pedro Ventura