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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

População de Ceilândia ganha mais um terminal de ônibus

O terminal rodoviário da QNR, em Ceilândia, começa a operar nesta quinta-feira (8). No local, acessível para pessoas com deficiência, há 12 boxes e vagas para 35 ônibus. A estrutura tem ainda estacionamento com 50 lugares para carros, lanchonete, banheiros públicos e cinco salas — reservadas à administração, ao controle de operações, à fiscalização e ao apoio para motoristas e cobradores.

O espaço vai receber 40 linhas e frota de 106 veículos das empresas Marechal, Pioneira, São José e Urbi, além da cooperativa de micro-ônibus Cootarde. Serão feitas cerca de 690 viagens por dia para os seguintes destinos: Águas Claras, Candangolândia, Ceilândia, Cruzeiro, Esplanada dos Ministérios, Guará I e II, L2 Norte, Lago Norte, Paranoá, Rodoviária do Plano Piloto, Santa Maria, Taguatinga, Vicente Pires e W3 Norte e Sul.

Este será o terceiro terminal entregue neste ano. Sobradinho II e Riacho Fundo II ganharam estrutura semelhante em junho e julho, respectivamente. Ainda em outubro, o Gama Leste também será beneficiado.

Outras 13 unidades estão em obras, e a previsão é que, até o fim do primeiro semestre de 2016, todas sejam inauguradas. São duas no Recanto das Emas e duas em Samambaia. Ceilândia Sul, Cruzeiro, Guará I, Guará II, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Taguatinga Sul e Taguatinga Norte terão um terminal cada área.

“É importante frisar que nenhuma obra está parada”, afirma Jorge Nazaré, chefe da unidade de gerenciamento do Programa de Transporte Urbano (PTU) da Secretaria de Mobilidade. “Esses terminais, incluindo o da QNR, em Ceilândia, substituirão antigos pontos provisórios de controle que funcionaram de maneira improvisada durante cerca de 20 anos.”

Atrasos
As estações rodoviárias deveriam ter ficado prontas no primeiro semestre de 2015, porém, de acordo com a pasta de Mobilidade, a verba para investimento ficou bloqueada para ser feita a adequação das contas e dos ajustes financeiros. “Em abril e maio, o investimento voltou a ser liberado, e as atividades foram retomadas”, explica Jorge Nazaré.

Recursos
Os recursos para as reformas e construções dos terminais são oriundos de contrato firmado em 2008 com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo a secretaria, o prazo para a utilização do montante — R$ 33 milhões — terminaria em setembro deste ano, mas foi ampliado pelo BID por nove meses.

De acordo com Nazaré, a conclusão dos terminais de Brazlândia Centro, Gama Centro e Sobradinho (Setor Tradicional) está prevista para o início do segundo semestre de 2016. As empresas interessadas na licitação entregaram propostas para o processo licitatório aberto em março. “A documentação dessas entidades está em fase de julgamento para saber se atende ao exigido em edital.”

Fonte:Agência Brasília/Imagem:Gabriel Jabur

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sobradinho II ganha terminal de ônibus

Para a faxineira Maria Mônica Oliveira, de 50 anos, o mais difícil não era a demora do ônibus, mas sujeitar-se a ficar em pontos improvisados por não ter onde esperá-lo, exposta ao sol forte ou à chuva. A partir desta terça-feira (28), porém, as variações do clima deixam de ser um problema para ela e outros cerca de 15 mil usuários do transporte público de Sobradinho II, região que conta agora com um terminal próprio para o embarque e o desembarque de passageiros.

O espaço tem 10 boxes e vagas para 30 ônibus, onde 20 linhas farão ligações circulares com regiões próximas e com o Plano Piloto. Dessas, 7 são novas e outras 5 ganharam reforço recentemente. De acordo com responsáveis pela empresa Piracicabana, cerca de 120 ônibus operarão no terminal, localizado na AR 25, conjunto 1, lote 2.

As obras custaram R$ 3,5 milhões, recursos provenientes do empréstimo de US$ 176 milhões feito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução do Plano de Transporte Urbano de Brasília.

Antes de Sobradinho II, Riacho Fundo II recebeu, no mês passado, a mesma estrutura. "Outros seis terminais estão com previsão de entrega neste ano", afirma o governador Rodrigo Rollemberg. Ceilândia, Gama, Recanto das Emas e Samambaia fazem parte dessa projeção — sendo os dois últimos com dois terminais, cada. Guará I e II, Cruzeiro e Núcleo Bandeirante são alguns dos programados para a construção de um novo espaço em 2016.

Estrutura
A nova área tem banheiros masculino e feminino, lanchonete, bicicletário, sala exclusiva para funcionários das empresas de ônibus, e é totalmente adaptado às normas de acessibilidade. "A intenção é oferecer melhoria no serviço e dar mais conforto ao cidadão", resumiu o secretário de Mobilidade, Carlos Tomé.

Dos dez boxes, dois ainda aguardam para entrar em operação. Segundo o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), as linhas que vão ocupá-los não estão definidas.

Demanda 
De acordo com o administrador regional de Sobradinho II, Estevão Reis, a população esperava pela construção desse equipamento público havia uma década. “A localidade é nova, mas a comunidade é grande, e por isso precisamos oferecer toda a estrutura urbana necessária.”

Para Divino Sales, administrador de Sobradinho, a obra “atende a toda a região, principalmente trabalhadores que precisam se deslocar todos os dias.”




Fonte:Agência Brasília

terça-feira, 7 de maio de 2013

CAU/DF questiona Portaria ilegal da ANAC


O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal – CAU/DF obteve mais uma vitória em prol dos profissionais de Arquitetura e Urbanismo no Distrito Federal, com reflexos para todo o país. Desta vez, o Conselho conseguiu reverter uma determinação contida no texto da Portaria n° 1.227/SIA, emitida pela Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, a qual não reconhecia a figura do profissional de Arquitetura e Urbanismo para o desempenho da função técnica de elaboração de projetos arquitetônicos em aeroportos. 

A medida tampouco admitia a obrigatoriedade e legalidade do Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) – documento que delega a um arquiteto e urbanista a autoria de um projeto, a execução de uma obra/serviço, entre outras responsabilidades. “Essa Portaria é uma afronta à legislação em vigor. A elaboração e a execução de projetos são atribuições dos arquitetos e urbanistas previstas no artigo 2° da Lei 12.378/2010. Além disso, de acordo com o processo legislativo, uma Portaria não tem poderes para revogar uma Lei Federal”, garantiu o presidente do CAU/DF, Alberto de Faria.

Em ofício encaminhado à ANAC no último dia 12 de março, o CAU/DF requereu a imediata revogação da Portaria por também violar frontalmente a Constituição Federal, já que a ANAC não tem competência para legislar sobre matéria administrativa. “A Portaria é resultado de uma decisão meramente administrativa da Agência, a qual restringiu o exercício legal da profissão de Arquiteto e Urbanista. E como fiscalizadores, não podíamos ficar inertes diante de tanta arbitrariedade”, reforçou o presidente do CAU/DF, Alberto de Faria.

No último dia 24 de abril, a ANAC reconheceu o erro e voltou atrás. No Ofício n° 96, a Agência informa que “nos processos de autorização prévia para a construção de aeródromos (áreas destinadas a pouso, decolagem e manutenção de aeronaves) ou de modificações de suas características, o Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) relativo à concepção e à execução de projetos de Arquitetura e Urbanismo referentes a edificações situadas em aeroportos, tais como hangares, parques de abastecimento de aeronaves, terminais de passageiros e terminais de carga, será admitido.”.

A Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária da ANAC também expressou no ofício emitido ao CAU/DF sua intenção em observar as prerrogativas próprias da profissão de Arquiteto e Urbanista nas próximas atividades desempenhadas no ambiente aeroportuário, bem como consultar o Conselho Profissional como fonte de subsídios e diretriz específica nesse caso. “É uma grande vitória para arquitetos e urbanistas do Distrito Federal e de todo o país que poderão exercer as suas atividades, inclusive a de elaboração de projetos arquitetônicos para fins aeroportuários sem constrangimentos ou restrições”, finalizou o presidente do CAU/DF Alberto de Faria.