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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Festival Gastronômico Cerrado Week

A 2ª edição do Festival Gastronômico Cerrado Week ainda não começou, mas já é um sucesso. O evento organizado pelo Slow Food Cerrado acontecerá de 11 a 20 de setembro e contará com 56 estabelecimentos participantes no Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso. Serão 10 dias de degustação de preparos exclusivos com ingredientes originários do cerrado.  O público da região poderá percorrer padarias, cafés, bares e restaurantes  que confirmaram presença no roteiro que promete dar amplitude aos sabores do cerrado, considerado o 2º maior bioma da América do Sul. Além do Distrito Federal, participam do Cerrado Week restaurantes Trem do Cerrado e Feira de Quintal  de  Pirenópolis (GO), o ComTradição de Olhos d’Água (GO) e estreia o Seu Majó, de Cuiabá (MT). 

Todos os estabelecimentos se comprometem a utilizar ingredientes adquiridos de produtores que seguem a premissa do movimento liderado pelo jornalista italiano Carlo Petrini: do alimento bom (saboroso), limpo (com processos de produção sustentáveis) e justo (com remuneração justa a todos os envolvidos na cadeia produtiva). Esses produtos são a base para o preparo de pratos que serão a vitrine gastronômica dos frutos do cerrado. “Acreditamos que os cozinheiros são os melhores intérpretes do território e conseguem traduzir o terroir com criatividade, inovação e inclusão. Nesse processo, conseguimos fomentar toda a cadeia produtiva e ao mesmo tempo, trabalhamos de forma lúdica a sustentabilidade e a defesa do nosso amado bioma”, ressalta a coordenadora-geral do evento e líder do convívio Cerrado, Ana Paula Jacques.

Entre as novidades deste ano, cada estabelecimento deverá indicar o fornecedor principal do ingrediente que será utilizado no preparo. A ideia é que os consumidores se aproximem mais dos produtores e conheçam a origem dos alimentos que estão degustando. “É fundamental manter um bom relacionamento com meus fornecedores”, destaca Agenor Maia, um dos organizadores do Festival. “Viajo 400 km só para comprar a farinha do Seu Geraldo e procuro passar aos meus clientes a história do alimento que eles vão consumir no Olivae”, complementa o chef.  

Outra novidade é que o Festival integra a programação oficial da Virada do Cerrado, evento inspirado na Virada Cultural de São Paulo, que vai garantir três dias ininterruptos de atividades de mobilização e educação voltadas à sustentabilidade e ao bioma.

Para Jean Marconi, facilitador da região Centro-Oeste do Slow Food, a potencialidade dos frutos do cerrado ainda é pouco conhecida para o grande público. “Temos mais de 200 frutos com potencial para a alimentação humana, mas não conhecemos mais de 10 exemplares. Por isso é importante o incentivo a produção local, o que gera renda a agricultura familiar e garante todo o frescor proporcionado pela sazonalidade do cerrado”.

Confira a lista de estabelecimentos participantes 
Olivae / Cru Balcão Criativo / Toca do Chopp / Pinella Brasília
400 / Dom Francisco ASBAC / Dom Francisco 102 Sul
Trio Gastronomia / Trem da Serra / Morada Mineira
Piccollo Emporium / Parrilla Madrid / Baco Pizzaria Asa Sul
Baco Pizzaria 309 Norte / Alfredo / Godofredo / Mesclattino
El Manfredo Choripans e Tubaínas / Primeiro Bar / Jambu
Bla's 406 / Les Maries / Sorbê Sorvetes Artesanais / Cozinha Sorbê
Villa Tevere / Fatti a Mano / Base Hotel Concept / La Boulangerie
Grand Cru / Restaurante Limoncello / Zero61 / Café Oyá / Cantucci Bistrô
Panetteria D'Oliva / Spetaria 17 / Don Ruffoni / Komboleria / Cest la Vie
Piaccere / Nirá Sushi / Renata Mandelli / Calango Juice / O Realejo
Dona Osmá / Ribs On The Truck / Olhos d’Água (GO) / ComTradição
Pirenópolis (GO) / Trem do Cerrado / Feira de Quintal / Cuiabá (MT)
Seu Majó / Senac / Restaurante dos Senadores (Senado Federal)
Restaurante da Câmara dos Deputados / Restaurante Downtown
Restaurante do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)
Ministério da Justiça / Senac Gastronomia / Supremo Tribunal Federal (STF)

Preços Cerrado Week
Prato principal: R$39,00 
Petisco/Porção: R$29,00 
Lanche/Sobremesa/Drink: R$19,00 
Doces/Pães/Cafés/Outros: R$9,00 
Importante: nesses valores não está incluída a taxa de serviço que poderá ser cobrada a parte, sendo opcional ao cliente.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Cooperativas querem preços das passagens de micro-ônibus iguais às dos ônibus

A Associação das Cooperativas e Permissionárias de Transporte Público Coletivo querem a equiparação do preço das passagens cobradas nos micro-ônibus com as tarifas praticadas pelas empresas de ônibus em circulação no Distrito Federal. Em reunião nesta segunda-feira (18), no Palácio do Buriti, representantes do movimento pleitearam ao governo de Brasília um subsídio para complementar a diferença das tarifas nos veículos menores, atualmente fixadas em R$ 1,50 e R$ 2,00. Em Ceilândia, por exemplo, as empresas de ônibus cobram dos usuários R$ 1,50 – e o governo complementa com mais R$ 3,25 por passageiro.

A categoria prepara um documento com essa e outras reivindicações, que deve ser encaminhado ao Executivo até a próxima quinta-feira (21). Antes de serem recebidos pelo assessor jurídico da Secretaria de Relações Institucionais e Sociais, Saulo Rocha, motoristas de 40 micro-ônibus percorreram o Eixo Monumental como forma de protesto e pararam em frente ao Palácio do Buriti por cerca de uma hora.

De acordo com Saulo Rocha, as reivindicações serão levadas ao secretário da pasta, Marcos Dantas, já que as demandas envolvem recursos e, no momento, existe a dificuldade orçamentária pela qual passa o governo. “Vamos buscar soluções em conjunto com as cooperativas”, garante. Após receber o documento com as reivindicações, a secretaria de Relações institucionais e Sociais pretende envolver a Secretaria de Mobilidade (Semob) e a empresa de Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) nos debates.

Segundo a presidente da Associação das Cooperativas e Permissionárias de Transporte Público Coletivo, Marlene Chagas, Brasília tem cerca de 500 micro-ônibus que geram três mil empregos diretos. “Nossa luta é por tratamento igual em relação às empresas de ônibus”, pondera.

Bacias
Atualmente o sistema de transporte público de Brasília conta com 3.100 ônibus (gerenciados por seis empresas) e micro-ônibus (administrados por cooperativas) divididos entre as cinco bacias responsáveis pelo transporte público no DF. Cada bacia corresponde a determinado número de regiões administrativas, tanto na área urbana quanto na rural.

As cooperativas são encarregadas do transporte circular no Plano Piloto e em todas as regiões administrativas, e recebem mensalmente um repasse de R$ 5 milhões para realização do serviço. A secretaria pondera que a mudança na cobrança tarifária aumentaria muito a concessão desse montante, o que também afetaria diretamente o caixa do governo.

Fonte:Agência Brasília/imagem:Gabriel Jabur