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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Parque da Cidade recebe Mercado do Produtor

De sábado (3) a segunda-feira (5), quem passar pela Administração Parque da Cidade vai poder dar uma volta pelo Mercado do Produtor Rural. Produtos de horticultura são o forte do espaço, envolvendo a produção de pelo menos 70 famílias. São 22 boxes com produtos de panificação e bebidas artesanais, como café, sucos, pães, massas, bolachas e cucas, entre outras opções da cozinha artesanal. Geleias, mel, leite (e derivados), carnes (embutidos) e peixes também podem ser encontrados.

A instalação é parte da campanha do Sebrae “Compre do Pequeno Negócio”,  criada para incentivar o empreendedorismo. Essa é uma das ações que vão celebrar o Dia da Micro e Pequena Empresa, comemorado em 5 de outubro. Para o secretário de Turismo de Brasília, Jaime Recena, a iniciativa pode impulsionar o desenvolvimento, principalmente a valorização da região rural. “O Parque da Cidade, assim como o espaço da Torre de TV estão abertos para ações como essa, que valorizam o brasiliense, tanto da cidade quanto do campo”, afirmou.

Segundo Recena, “o turismo sobrevive muito também graças ao trabalho desenvolvido pelos produtores e empresários da revenda, que atraem turistas com derivações das matérias-primas locais e que hoje representam 27% do PIB local”, disse. Ele lembra que “quando você compra do pequeno, você deixa recursos na cidade e ajuda famílias produtoras locais”.

No DF, três eventos contribuirão com a missão do Movimento: a Semana de Capacitação, o Fomenta Distrital e o Mercado do Produtor Rural. “Nosso objetivo é qualificar os donos de pequenos negócios com conhecimento chave para que aumentem as vendas e o faturamento e esclarecer a população sobre os benefícios de comprar produtos e serviços de empresas locais", explica Alexandre Sá, gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae no DF.

De acordo com o Sebrae, as vantagens da campanha são para empresas locais, que fazem parte da rotina, cujos donos provavelmente conhecem o cliente pelo nome.  “O Movimento gera emprego e renda, melhorando a qualidade de vida do local, alimenta a cadeia produtiva com outros pequenos negócios, incentiva atitudes sustentáveis - resolver tudo perto de casa, sem precisar de carro, por exemplo - e estimula a convivência nos locais”, garante Sá .

Um levantamento do Sebrae mostra que os 180 mil pequenos empresários do Distrito Federal produzem cerca de 27% do PIB (Produto Interno Bruto) local. Em época de crise econômica, a entidade lançou a campanha “Compre do Pequeno Negócio” para incentivar produtores locais.

Fonte:Setur/DF

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pães que transformam vidas

Olhares atentos. Todos queriam ouvir a palestra do francês Guillaume Petigas, empresário, dono de uma rede de panificadoras no DF. Na platéia, jovens que cumprem medidas socioeducativas na Unidade de Internação do Plano Piloto (UIPP), o antigo CAJE. No total, 42 formandos e 24 novos inscritos no curso de panificação, desenvolvido pela Secretaria de Trabalho.

Guillaume Petigas incentivou os adolescentes a entenderem o papel de cada um no cotidiano da sociedade. “Valorizem essa profissão, sejam profissionais. Não apenas porque ela vai te dar o pão de cada dia. Mas também porque toda manhã, uma família começará o dia valorizando o seu trabalho”, ressaltou Petigas.

O resultado positivo parece ter sido imediato, a aluna KKOL*, 19, entendeu a importância do curso. “Vou valorizar essa profissão. Quero sair daqui e mostrar o que aprendi, e que mudei”, comentou a jovem. O menor PCS*, 16, começa ver um futuro diferente. “Estou aqui há um ano, saio agora em maio, mais não saio como entrei, saio com uma profissão”, afirmou o garoto.

O secretário de Trabalho, Glauco Rojas, foi taxativo. “Não existe uma maneira melhor de socialização que o trabalho”. A fala de Rojas refletiu o pensamento da adolescente JJS, 18. “A gente pensa em mudar de vida, sair daqui e ser outro tipo de pessoa, mostrar pra sociedade que a gente mudou, mas se a gente não tiver apoio, fica difícil”, desabafou.

E o apoio veio, fazendo com que esses jovens em conflito com a lei entendessem, pela primeira vez, que, como na profissão de padeiro, é possível realizar um sonho. Mas que, para isso, é necessário por a mão na massa.

Fonte: Ascom-Setrab/DF