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terça-feira, 23 de junho de 2015

Família e homoafetividade é tema de Café Cultural no CCB

O Centro Cultural de Brasília (CCB) realiza no próximo sábado, dia 27 de junho, às 16h30, o Café Cultural temático: Família e homoafetividade. O tema do evento foi proposto pelo Grupo Diversidade Cristã de Brasília, como forma de contribuição para o debate sobre os novos desafios pastorais da Igreja Católica em relação às diferentes configurações familiares contemporâneas, seus desafios e das reflexões que suscita. Este tema será também debatido na 14º Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Família, que acontecerá em outubro, com o tema “A vocação e missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”. 

A Igreja não é alheia à necessidade de encontrar caminhos concretos para a renovação das comunidades diante das mudanças que o mundo atravessa. Para ajudar nesta reflexão a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou, em 2014, Documento de Estudo (Nº 100) Comunidade de Comunidades: A Nova Paróquia, que traz essa realidade de mudança na família, “pessoas unidas sem o vínculo sacramental, outras estão numa segunda união, e há aquelas que vivem sozinhas sustentando os filhos. Outras configurações também se constatam, como avós que criam netos ou tios que sustentam sobrinhos; Crianças são adotadas por pessoas solteiras ou do mesmo sexo, que vivem em união estável” (217). O documento também refere que “Acolher, orientar e incluir nas comunidades aqueles que vivem numa outra configuração familiar são desafios inadiáveis” (218).

O Grupo Diversidade Cristã, reúne-se uma vez por mês no Centro Cultural de Brasília (CCB) para a partilha de experiências e seus desafios sociopastorais, a partir de suas realidades homoafetivas. Também tem como objetivo a formação espiritual, individual e comunitária dos participantes, na maioria jovens, de várias cidades do DF. Alguns vêm de experiências anteriores difíceis, nas suas relações com a Igreja e comunidades e encontraram acolhida nos encontros do grupo como explica Carlos Mariano, que participa do grupo há um ano, “redescobri no CCB o ambiente de Igreja que consegue dialogar com os temas de fronteira existenciais, a que o Papa Francisco faz referência”. Também participam dos encontros pais e mães de pessoas homoafetivas que buscam compreensão e apoio no desafio do relacionamento com seus filhos. O grupo tem uma coordenação colegiada, um assessor leigo e conta com o apoio e colaboração dos jesuítas. As atividades são planejadas anualmente, como os temas para as reuniões mensais, retiros e momentos de lazer e cultura. O grupo faz parte da Rede Nacional de Grupos Católicos LGBT. 

O Café Cultural acontece uma vez por mês e busca promover, para além da espiritualidade, reflexões sobre os temas da atualidade, a partir de diferentes olhares e opiniões.

Serviço 
Café Cultural 
Data: 27 de junho de 2015
Horário: 16h30
Local: Centro Cultural de Brasília (CCB)
Endereço: SGAN (L2 Norte) Quadra 601/B (ao lado do Serpro) 
Mais informações: 3426-0400
Entrada franca!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Aborígine rap lança documentário

O 4º episódio do documentário brasiliense O Circo já está disponível pelo youtube, no Canal Aborígine. O filme integra a campanha Diversidade Viva, realizada pelo Rapper Markão Aborígine, que realiza oficinas de formação em Direitos Humanos e respeito à diversidade em escolas públicas do Distrito Federal. A obra é a ultima de uma série feita a partir do Single O Circo do grupo de rap Aborígine.

O filme conta um breve resumo da vida de Letícia, um travesti de 21 anos que vive em Brasília. Ela explica do preconceito que sofre dentro da família, no trabalho e na escola. Conta que já trabalhou como garota de programa, mas voltou atrás e decidiu que não era aquela a vida que queria. A difilculdade de se inserir no mercado de trabalho não deixou outra opção, assim optou pela profissão de cabeleireira. 

A superação dos olhares de preconceito, fez Leticia dar a volta por cima e batalhar contra a forte discriminação que ela enfrenta. O apelo dela é para que principalmente a família apoie a pessoa independente da orientação sexual.

Markão Aborígine é quem propõe o debate sobre diversdade no filme. O curta-metragem é uma relização da empresa Nakaradura Produções, produzido por Julyana Duarte e Alice Silva, imagens de Alan Brito e dirigido por Alan Mano K. A companhia de Teatro H2O e Cia Teatral Roupa de Ensaio apoiaram o projeto que oferece um convite à transformação social. Saiba mais.