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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Lei da Ficha Limpa vale para este ano

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quarta-feira, que a Lei da Ficha Limpa vale para este ano. Assim, figuras conhecidas do cenário político do nosso país estão proibidos de se candidatar.

A favor da lei, ficaram os ministros Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Ellen Gracie. Contra, estavam Celso de Mello, José Antônio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Cesar Peluso.

Como não houve uma decisão majoritária o STF confirmou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com isso, o ex-candidato, ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz está fora das disputas eleitorais pelos próximos 16 anos, e só poderá se candidatar 2026, quando tiver 90 anos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Eleição no DF começa hoje

É hoje! Sim é hoje que começa a eleição no Distrito Federal. Depois, de Joaquim Roriz desistir de se candidatar ao governo do DF, Weslian Roriz, a esposa do ex-governador terá seu registro de candidatura julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral.


A menos de 24 horas da eleição, Weslian ainda não tem permissão para substituir o marido na corrida ao Buriti. Dependendo da decisão do TRE, a capital do país pode ter uma das eleições mais confusas da história.


E para confundir ainda mais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu ontem, que vai divulgar os votos dos candidatos barrados na Justiça. Porém, mesmo ganhando nas urnas esses candidatos não poderão assumir os cargos pleiteados.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sujeira no STF

Está no Portal IG: Vídeo mostra genro de ministro do STF discutindo Ficha Limpa com Roriz. Adriano Borges pediu R$ 4,5 milhões para defender ex-governador, o que poderia tornar Ayres Britto impedido de julgar Ficha Limpa.

Segue link para os vídeos
A matéria é dos jornalistas Severino Motta e Danilo Fariello

O delegado da antiga coligação encabeçada por Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal, Eri Varela, disse ao iG que vai ingressar nesta sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma queixa-crime contra o ministro Carlos Ayres Britto, sua filha, Adriele Ayres de Britto, e seu genro, Adriano Borges. Eri Varela está de posse de uma gravação de video feita no começo do mês mostrando uma conversa entre Adriano Borges e o ex-candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz.

Na gravação, o advogado e o então candidato discutem uma forma de interferir no resultado do julgamento que o STF faria dias depois sobre recurso que o ex-governador moveu contra sua inclusão na lei do Ficha Limpa decidida pela Justiça Eleitoral. Caso sua inclusão no Ficha Limpa fosse mantida pelos ministros do Supremo, Roriz não poderia mais ser candidato. No video, Borges e Roriz falam em honorários na casa de 4,5 milhões de reais para a missão. Eri Varela diz ainda que a representação incluirá o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, cujo nome é citado num trecho do video.

Nas gravações, o genro do ministro diz que sua assinatura e o papel timbrado de seu escritório na representação feita por Roriz ao STF levariam seu sogro, Ayres Britto, a se declarar impedido. Segundo as regras vigentes, ter o genro como advogado de uma das partes é motivo bastante para que um ministro se declare impedido. Roriz dá a entender na gravação que, caso permanecesse na votação, Ayres Britto seria contrário ao seu pleito. A conversa entre os dois não prosperou. Dias depois, na madrugada de sexta-feira 24, o Supremo Tribunal Federal encerrou a sessão de votação do recurso de Roriz com um empate, 5 a 5. Ayres Britto votou contra Roriz. Diante do impasse, na manhã seguinte o candidato ao governo do Distrito Federal renunciou a favor de sua mulher, Weslian.

“[Vamos entrar com uma] Notícia-crime para o STF investigar e chegar a conclusão que se queria sobre a participação de ministro que autoriza seu genro a extorquir um cidadão de 74 anos”, disse ao iG o advogado de Roriz, Eri Varela.